terça-feira, 18 de setembro de 2012

a vida é nossa, a gente faz o que bem entender com ela. foda-se o resto do universo.

99,8% da população mundial pensa assim. aposto.

eu sozinha, cuidando de uma ferida que não sei curar.

chuva, me leva embora?

no mapa múndi.

thiago petit por tiê.

relendo-me.

... Perguntei se ele queria biscoitos. Ele não respondeu. Pegou os biscoitos e saiu. Termina o dia, e eu na chuva. É ótima a chuva, ela sempre me ajuda. Ela fala comigo, eu juro. Me diz coisas e coisas. Quando eu não acredito nela, pinga mais forte. Na testa. Em cheio. Que merda.

às vezes a gente não sabe de onde vem. e nem o que é. mas sabe que existe.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

energia parada faz mal pro coração.

um dia. um pássaro.

Você está fora da prisão, fora da gaiola; pode abrir as asas e o céu inteiro é seu. Todas as estrelas e a lua e o sol, pertencem a você. Você pode desaparecer no azul do além... Basta desfazer-se do apego a essa gaiola. Saia dela, e o céu inteiro será seu. 
Abra as suas asas e voe passando à frente do sol, como uma águia. 

No céu interior, no mundo interior, a liberdade é o valor mais alto -- tudo o mais é secundário, inclusive a bem-aventurança, o êxtase. Existem milhares de flores, elas são incontáveis, mas todas elas só se tornam possíveis em clima de liberdade.

Osho Christianity, the Deadliest Poison and Zen… Chapter 6

O pássaro retratado nesta carta está olhando para fora, do que parece ser uma gaiola. Não há porta; na verdade, as barras estão desaparecendo. As grades eram uma ilusão, e esta avezinha está sendo atraída pela graça, pela liberdade e pelo encorajamento das outras. Ela está abrindo suas asas, pronta para alçar vôo pela primeira vez. 
O surgimento de uma nova compreensão -- o de que a gaiola sempre esteve aberta e o céu sempre esteve ali para que nós o explorássemos -- pode fazer com que nos sintamos um pouco abalados de início. Está bem, e é natural sentir-se chocado, mas não deixe que isso desperdice a oportunidade para vivenciar a leveza de coração e a aventura que lhe estão sendo oferecidas ali mesmo, junto com a sensação de abalo.
Deixe-se levar pela delicadeza e gentileza desse momento. Sinta o bater de asas dentro de você. Abra as asas e seja livre.

OSHO.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

amor objetivo.

eu, toda romântica às 7h14 da manhã:
- amor, é tão bom dormir contigo.

ele não responde.
eu insisto:
- amor?

- hm, oi, ah, hm... então...
então dorme aí mais um pouquinho.
fomos ao cinema.
no meio do filme, me apaixonei pelo meu próprio namorado.

de novo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012


o único lugar onde encontramos o amor definitivo e a segurança que achamos que precisamos é dentro de nós. qualquer outro lugar é efêmero. qualquer outra razão é falsa. 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

o amor-próprio é inesgotável e incondicional.

steady as she goes.

ah, eu tenho muita fé.

love is a temple.

you are free.

let it breathe.

a melhor parte da vida é quando a gente faz festa pra si mesmo.

pergunte pro seu orixá. o amor só é bom se doer.

meu novo apê.

se tiver que ajeitar, a gente ajeita.
se estiver sujo, a gente limpa.
se tiver que pintar, a gente veste o macacão.
se estiver sem graça, a gente entrega vida.
se tiver que mudar a energia, a gente dança pela sala.

a gente faz o que tiver que ser feito.
a gente não teme, não tem preguiça.
a gente não sobrevive.
a gente vive.
e faz da vida simplesmente.
o que a gente está nela pra fazer.

vou descobrir o que me faz sentir. eu, caçador de mim.

eu quero uma casa no campo, onde eu possa ficar do tamanho da paz.

domingo, 17 de junho de 2012

modéstia, humildade e constância.

o defeito que você comenta nos outros é transferido automaticamente para você.

ahimsa.

vida simples, pensamento elevado.

life has a funny, funny way of helping you out.

alanis, ironic.

para mudar, é preciso dar o primeiro passo.

morrer por um amor é barato. viver por um amor é bem mais caro.

carpinejar.

a felicidade está onde você quiser que ela esteja.

neurose é entender errado.

as pessoas mais difíceis de amar são normalmente as que mais precisam de amor.

"a primeira condição para estarmos sempre felizes é termos um propósito, um objetivo na vida fora de nós mesmos"

hugo black.

não são as pessoas que te iludem, quem se ilude é você.

às vezes falta linha para conversar com meus botões.

carpinejar.

interessa-me o futuro porque é onde vou passar o resto da minha vida.

woody allen.

o mais incrível é ir, e não apenas chegar.

A gente quer se afastar de si próprio… Pra isso é que o muito se fala. O senhor sabe o que é o silêncio? O silêncio é a gente mesmo, demais.

guimarães rosa.

segunda chance só vale para duas coisas: um bom livro e um grande amor.

a nai que disse. faz tempo. mas eu guardei.

“mas o que os sonhos sabem sobre limites?”

a gente tem que mudar, sim. mas pelos motivos certos, na hora certa. nada de ficar aí, mudando da boca pra fora.

as flores não marcam horário para acontecer.

pequenas coisas não são necessariamente coisas pequenas.

tudo na vida depende. só é ruim quando depende dos outros.

sábado, 16 de junho de 2012

só isso.


a gente compartilha uma vida. um momento. um olho inchado e um pedido desculpas. a gente compartilha uma viagem. uma música, ou metade dela.

a gente pode compartilhar protetor solar, bicicleta de dois lugares. 

a gente compartilha a dor, a miséria, um casaco novo, o guarda-chuva. a gente compartilha a piscina do condomínio, um pacote de salgadinhos. 

a gente pode compartilhar o trabalho, a escova de cabelo, um sonho, e mais um. e até um pesadelo.

a única coisa que a gente não pode compartilhar é o fim. 
o fim é individualista. é nosso. filho único, apegado.
temos que viver os finais um a um. devagar.
sozinhos.

a gente pode compartilhar até a cama, o travesseiro.
mas a gente não pode compartilhar as mortes que vive dentro, porque precisa muito delas para renascer melhor. 

só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas.

raduan nassar.

o que se adia não será cumprido depois.

carpinejar.

meu telefone está com problemas. ele fica querendo te ligar o tempo todo.

"a gente tem que amar para transbordar, e não para preencher."

faça um acordo com você: às vezes, pare de pensar.

oscar wilde.

"uma pessoa pode viver por anos às vezes sem viver realmente,
e então a vida chega de repente em apenas uma hora"

a paz do indivíduo é a paz do mundo.

vitor ramil.
como un pájaro libre de libre vuelo,
como un pájaro libre así te quiero.

tem coisas que o universo quer dar só para você.

vai lá e pega, oras.

a gente colhe a verdade certa no exato momento em que precisa.

se não causou uma revolução, não era amor.

love indeed.


precisa muito tempo para a gente desapegar das histórias que inventa.

que a sua casa seja um museu eterno de você mesmo. e nada mais.

é impressionante a maneira como não sabemos esperar por nada.

nada temos a dizer, mas não podemos viver calados.

do conto casais,
de joão anzanello carrascoza,
no livro o volume do silêncio.

não crie, não alimente e não aceite relações de vampirismo.

o problema é justamente quando a gente faria qualquer coisa por um relacionamento.

os humanos tentam firmar contratos que a natureza não aceita.

(@femeixedo)

quarta-feira, 30 de maio de 2012

terça-feira, 22 de maio de 2012

"o mundo está me deixando pouco confortável"

amigas com frases de brilhante.

we are players in a game we don't even understand.

quais são os seus WHAT, HOW and WHY?

você tem uma boa história por trás da sua ideia?

aprenda a definir o problema antes de oferecer uma solução.

tem dias que a gente acorda e tem que perder um amigo. porque de qualquer forma ia perdê-lo mesmo mais adiante.

temos que encontrar a melhor (ou a única) solução para um problema real.

domingo, 20 de maio de 2012

grey gardens.


um filme para aprender a fazer os laços.
certos. 

sexta-feira, 18 de maio de 2012

o diálogo que não aconteceu.



- eu vou te dizer o que acontece nessa vida.
- ah, tá
- acontece o que tem que acontecer.
- ai, que filosofia barata.

***

sim, é isso. acontece conosco, a cada toque do sol, a cada volta da colher na xícara antiga de chá misturando o que tende a adoçar. acontece conosco, a cada vontade de abraçar, a cada pedido do olhar, a cada arrepio de pensar. 

acontece conosco, a cada rima malfeita, a cada devaneio distante, a cada perfume da memória. acontece conosco.

***

- palestrou e eu não entendi nada.
- você não acredita, por isso não entende.
- a gente primeiro entende e depois acredita. é ao contrário.

***

acontece conosco. lágrima que chega na hora errada, o cabelo meio loiro agora no rosto de uma imensidão diferente. acontece conosco. o amor tem cheiro, a saudade tem dedos, o milímetro tem dono, a marca no corpo tão fácil não sairá. 

***

- pois eu acho mesmo é que quando a gente acredita, a gente às vezes nem precisa entender.

***

acontece conosco a cada tempo. a cada iluminar, a cada nuvem de tristeza, a cada temporal que parece não passar. acontece conosco essa angústia de viver, a gente até duvida se a felicidade aparecer.

o que não acontece conosco é a gente lembrar que só acontece conosco o que tem que acontecer.

domingo, 13 de maio de 2012

uma morte.


qual a diferença entre deixar de ganhar e perder?

sábado, 25 de fevereiro de 2012

517. you can't learn anything with your hands in your pockets.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012


sem sombra de sol.


eu queria um chapéu. a chave da tua casa. um nome para o teu olhar. eu queria a subida do vento, eu queria a história que somos. eu surto de sentimento, eu recolho a roupa que nunca estendi. eu faço vendaval no fim da tarde, eu escuto palavras que não foram compostas. eu queria tanta coisa e na verdade eu nem queria nada. porque ficar querendo é deixar de olhar. e não olhar é deixar de ver. e não ver é deixar de enxergar. e sem enxergar é impossível amar. 

será que quando as borboletas se apaixonam elas sentem humanos no estômago?

eu quero que você se sinta a pessoa mais feliz do mundo, a única capaz de ser pra mim um sonho em noite de insônia.

cazuza.

"tu é a minha melhor referência"

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

entre aspas.


O amor não é grande no barulho, é suave na entrega. O amor não fala alto, não avisa a todos. Ele nem quer sair da cama, para não acordar os passarinhos na sacada. O amor não grita. Nunca. Não aumenta o volume do seu desejo, ele não confere o troco. Volta para casa pobre, e cheio de universo para celebrar. 

O amor nem tem hora de dizer o que é, escreve um livro inteiro de sonhos enquanto espera o outro chegar. O outro amor, ou o mesmo amor, para variar. O amor é de quem é muita coisa em si, que perfuma com cheirinho de bolo de fubá sempre que aquela bendita hora chegou a hora de chegar. 

O amor é aquele sorriso que ficou na esquina da porta do elevador, é metade de um segundo que enxergou seu corpo por baixo do algodão recém lavado. E ouviu ele sussurrar. É uma arte mirabolante, é a mágica da varanda da casa. O amor é um truque sem mistério, complexo e simples, para nunca se desvendar. 

O amor é a caixinha de canetas coloridas, é a casa na árvore de pensar. Ele pode não existir em tudo que é meu, e num instante desabrocha com apenas uma gota de mar. Uma gota de amar. O amor olha através da boca e fala pelo olhar. 

uma vontade de ser melhor amiga da fêpaesleme. passou.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

telhados de paris.


Existe uma crise dos 25. Eu passei por ela. Mas, segundo teorias, filosofias e eu sei lá o que mais, existe um momento muito importante aos 26. Deve ser porque a crise dos 26 acaba e a gente tem que fazer as contas consigo e olhar para a vida de adulto definitivamente. E tem muita coisa pra refletir, escrever, pensar, falar sobre isso. Mas hoje acordo com um aprendizado dessa madrugada, que eu realmente gostaria de compartilhar com vocês. Eu aprendi que ter paz dentro de si é melhor que ter qualquer coisa. Melhor que ter razão, melhor que ter milhas no cartão de crédito, melhor que ter um iphone, melhor que ter ingresso pro show dos Beatles amanhã. Brincadeiras de lado, ter paz é a melhor coisa que a gente pode ter. Melhor que buscar sempre a última palavra, melhor que bater o pé no chão por alguma coisa que a gente jura, mas que na verdade nem deveria achar. Vamos procurar paz por todos lados, viver uma vida leve, simples e cheia de pernas para pedalar, trilhas para descer, momentos para dividir e água de cachoeira para nos refrescar. E o que não for isso, que não chegue nem perto. 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

viver um amor de promessas malucas.

make it real.


eu acho que as decisões certas da vida da gente carregam em si toda energia que a gente precisa para fazê-las acontecerem. e virarem as nossas novas realidades. não precisa justificativa, não precisa pensamento, sensação. precisa apenas ser. 

um curso sobre felicidade e um pouco de desapego.



Eu acabei de me dar conta que a propaganda não é a alma do negócio. O desapego é que é. E eu pensei isso porque estou definitivamente jogando fora/doando todas as coisas que não provarem servir para, pelo menos, alguma coisa na minha vida. Eu olho para as coisas e elas têm cinco minutos para me falarem por que ainda andam por aqui enchendo as minhas gavetas, os meus armários e os meus devaneios. E se não falarem, não tem chance. Não adianta chorar. 

E eu pensei nisso quando peguei um pedaço de caderno na mão. Eu já joguei quase todo ele fora, ficaram algumas páginas com anotações sobre um curso que eu fiz. Um curso sobre felicidade. É, você leu direito. Felicidade. Mas como assim? Dá pra aprender felicidade? Dá pra estudar felicidade? E a gente vai ficar lendo/escrevendo/estudando/revisando uma coisa que, originalmente, era feita só pra sentir? 

O quanto a gente, oi clichê, complica tudo. A gente fica tentando entender coisas que foram feitas pra sentir. É claro que dá confusão. Imagina se a gente tentasse comer coisas que foram feitas pra, sei lá, transportar as pessoas? E se a gente tentasse conversar com outras coisas, que foram feitas pra decorar uma sala? Sim, isso parece engraçado. E tentar explicar um monte de coisa que foi feita pra sentir não é? Tipo a felicidade? Ou a amizade, ou o amor, ou o desejo, ou a saudade? Nada. Chega de bobagem. Deixa o olho brilhar, deixa o coração sentir, que ele foi feito pra isso. 

Bom, mas voltando ao desapego, que era o assunto do meu post, resolvi isso para esse new year bem lindo que começou. Por mais antigo que seja aquele livro, por mais importante que pareça aquela peça de roupa que a gente não usa há décadas, tem que sair, tem que mudar, tem que deixar fluir. É um exercício fantástico, quase nobre, eu diria. Tem que virar do avesso a energia da vida, tem que mudar tudo e ver o que acontece. Porque o que acontece quando a gente não muda nada, convenhamos, a gente já cansou de saber.