quarta-feira, 29 de setembro de 2010

simplesmente.


existem coisas para serem feitas. serem ligadas, desligadas, ouvidas. coisas para ficarem paradas. coisas para serem esquecidas. e muitas outras para serem lembradas. milhares de coisas para serem escritas. impressas. rasgadas. revoltadas. existem coisas para serem descritas, existem coisas infinitas. existem coisas para serem  deixadas. existem coisas para serem imaginadas, fantasiadas. mas eu gosto muito de outras coisas: as coisas que devem ser contempladas. 

e nada mais. 

as cores da felicidade.


as cores da minha felicidade têm brilhado. elas têm muitas tonalidades, algumas chegam a ter até cheiro de coisinhas deliciosas recém saídas do forno. as cores da minha alegria vão de azuis intermináveis aos verdes mais profundos. nunca fui de falar nas cores, elas sempre faziam parte da minha vida e pronto. até a minha antipatia com o laranja tem ficado em algum  lugar do passado. as minhas cores estão por todos os lados. elas brilham nas unhas, nas roupas, nos sonhos, nos sapatos. são as cores dos momentos mais felizes da minha vida. são as cores que gravo na memória com uma emoção gostosa. cores que quero nas fotos, nos livros, nos trabalhos, nos cafés e nas conversas. estou fitando com amarelos, esperando que eles cheguem mais perto, assim como logo fará o verão. apaixonada como o cor-de-rosa, intensa como vermelhos, misteriosa como preto. são as cores mais lindas que eu já avisei. porque aqui todas foram criadas por mim...

inconformada.

inconformada com tanta confusão mental que pessoas legais andam fazendo com a própria vida. transformando a existência numa coisa difícil de ser feita. viver é ironicamente simples, eu sei. é difícil e impossível, tudo ao mesmo tempo. e é sublime, quase etéreo em pensamento. eu estou perplexa. porque ao invés de acordar e pensar: "o que eu vou fazer hoje de maravilhoso por mim, pelo meu trabalho, pelo meu corpo, pelo meu papagaio, samambaia, pelo porteiro do prédio, pelo velhinho que quer atravessar a rua?" a gente fica se matando aos poquinhos em com sabotagens à própria felicidade. a gente escreve e desiste. a gente insiste no que não é. a gente não telefona de depois quase se suicida por não ter telefonado. a gente telefona e também se suicida depois. dessa vez porque telefonou. tudo pode ser bom ou ruim. e só a gente que pode decidir por uma das duas opções. essa gente me irrita. que merda. pronto, falei. inconformada, muito inconformada. fico observando. faltam palavras na própria literatura. é um dilema mental contínuo sobre tudo que não serve. eu prefiro viver sem outro compromisso que não seja viver. todos os dias curtindo o que o dia tem de bom. o que pode me fazer sorrir. para nos acharmos na vida, antes de mais nada, ela deve ser nossa própria companheira.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

listando filmes...

filmes que quero (re)ver

corra lola corra
de caso com o acaso
efeito borboleta
feitiço do tempo
onde tudo acontece
a vida em preto e branco
lendas da vida
volver

em breve, voltaremos.

e me disseram de novo.


uma pessoa que não me conhece muito bem hoje me disse que eu pareço feliz. muito feliz. e isso vai me fazer dormir mais leve do que nunca. nada que eu já não sentisse, soubesse. mas agora a notícia tá se espalhando por aí. e quem transmite felicidade, recebe felicidade. deve ter sido por isso que hoje eu ganhei (dessa mesma pessoa) um cupcake lindo, gostoso, colorido e surpreendente. deve ter sido algo do tipo uma porção diária de alegria materializada... traduções diversas para a felicidade. essa minha tão feliz, felicidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

partes.


tem uma parte de mim que anda mais silenciosa que o comum. tem outra parte de mim que encontrou companhia num livro especial. uma parte enorme de mim tem pensado em você mais que o normal. mais do que eu considero normal, para falar a verdade. hmmmm. preciso confessar: milhões de vezes mais que eu gostaria que fosse normal. essa parte tem tomado conta, hoje em dia, das minhas conversas, assuntos. dos meus sonhos e pensamentos. deve ter sido tudo que eu finalmente consegui te dizer. o que eu te disse está agora vagando ao meu redor, e eu sinceramente não sei onde colocar todas as palavras ditas naquele momento. uma parte considerável de mim está numa busca pela amizade eterna com o tempo e a solidão. uma parte que se sente sozinha, que sente frio até debaixo da água mais quente. uma pequena parte de mim tem se divertido ao observar as pessoas apaixonadas. confesso novamente que essa pequena parte do que sou também gostaria de se apaixonar, só que não hoje, tá. nem amanhã. nem mês que vem. todas as partes de mim agora querem ficar sozinhas. porque a maior parte do que eu já fui sempre esteve em companhia. e eu descobri (talvez tarde) que para que todas as partes do que somos ficarem em paz com a arte de viver elas têm que se completar sozinhas.  

e aí me disseram.

o sol me queima
e eu achei mega engraçado.

comer rezar amar.


um amor desesperado é sempre o mais difícil tipo de amor.
(elisabeth gilbert em comer rezar amar)

sábado, 25 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

coisas de amelie.


coisinhas de amelie...

"e você, que nem legume é, porque até as alcachofras têm coração"

"amor. a única coisa que ela ainda não tinha pegado"

"para não falar do tempo que passa, as pessoas falam do tempo que faz"

mega frase.


"o que prevemos raramente ocorre,
o que menos esperamos geralmente acontece"
(benjamin disraeli)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

preciso...

paisagens de fora tão belas como as que ando vivendo dentro.

pensar.

eu não quero que ninguém concorde, é apenas para ler e pensar.

do Consultório Poético do Carpinejar:

Vocês não foram nem capazes de se odiar, que amor é esse?

O amor não é para os equilibrados. Não somos feitos para nos encaixar, mas para arrebentar as caixas. Mesmo quando não tenho razão, eu teimo. Até para que minha namorada desenvolva melhor seus argumentos.

Ser a melhor pessoa é uma ofensa para mim, desejo ser a pessoa predileta, a pessoa necessária.

(...)

ocasiões favoráveis.


detesto quando alguém deixa de fazer alguma coisa (porque não é prioridade naquele momento) e me diz: não vão faltar oportunidades. ah, vão, meu bem. aliás, vamos entender de uma vez por todas que qualquer oportunidade é única. segundo o dicionário, oportunidade é definida como "ocasião favorável". entendi. então quando a gente perde uma oportunidade, perde uma ocasião favorável, e ainda tem a audácia de dizer: não faltarão ocasiões favoráveis. por mais otimista, legal, simpático e boa pinta que o sujeito seja, como ele sabe que não faltarão ocasiões favoráveis como aquela que acabou de descartar? eu tenho andado revoltada ultimamente, mas o pessoal tá se acostumando com isso. é que me impressiona a quantidade de "ocasiões favoráveis" que a galera anda perdendo porque acha que vai ter sempre uma nova delas batendo na porta, caindo no colo. a pessoa acha que vai tropeçar com uma oportunidade por dia na rua. então é assim (praticamente a moral da história): cansei de desculpinhas baratas para as oportunidades jogadas fora, ok? quem estiver a fim de desperdiçar momentos, amores, viagens, amigos, filmes, o sol se pondo, um dia na praia... fica livre para fazer isso. mas ninguém me convence que a criatura não está desperdiçando a própria vida. ok?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

também.


eu queria estar ao teu lado agora. agora e talvez para sempre.

agora já era.


eu tava há muitos (muitos mesmo) anos enrolando uma coisa que eu sempre quis fazer. eu sempre tinha uma boa desculpa: dinheiro, tempo (as primeiras boas desculpas pra qualquer coisa), a cor do cabelo não tava bem a que eu queria, tinha que dar banho no cachorro (e nunca tive cachorro), sempre. sempre!!! mas agora foi. EU VOU APRENDER A CORRER. sempre quis. sempre acreditei em coisas que deixem as pessoas felizes e com uma sensação de desafio vencido. como um ásana, aqueles dois segundos em que a aninha diz: "você pensa que vai desistir agora, mas não vai." eu tô amando cada vez mais as sensações de desafios vencidos na minha vida. e agora eu vou aprender a correr. e a moral da história toda é ganhar condicionamento, força de vontade, curtir paisagens, aprender até ir sozinha (porque agora eu realmente tô mega precisando da ajuda de um instrutor). e é isso. delícia de vida, de desafio, de conseguir dar o primeiro de muitos passos. dessa super corrida que é a vida. (ah, o primeiro treino foi muito legal, by the way).

inspirações totalmente by fernanda lolatto.

o conhecimento é irresistível - comerciais futura

adoro as propagandas do canal futura. texto e tudo o mais. mega legais.




inevitável.


hoje eu me apaixonei pela nossa história de amor.

domingo, 19 de setembro de 2010

repostando.


trabalhar de madrugada e dormir na hora do almoço. menina, acho que os seus horários estão meio trocados. almoçar na hora do café e acordar na hora da saída. dormir num quarto sem cortina, numa cama sem rotina. pensando bem, menina, deixe os horários de lado, deixe a cama na varanda. e deixe o passado de lado. agora o presente é quem manda.

repostando porque eu adoro.

simplesmente o sol.

solidão começa com sol. 

noize

"o dia será intenso e enlouquecidamente bem aproveitado." - achei na noize #29. essa é a noize.

o último filme.


o último filme que vimos no feriado foi noivas em guerra. e como eu ando revoltada, minha impressão do filme é: amizades verdadeiras estão acima de qualquer (e eu digo qualquer) homem. hehe. simples assim. ok, talvez leve tempo para percebermos isso. bjomeliga.

sábado, 18 de setembro de 2010

um caminho.

"entre a liberdade e a fidelidade, existirá um acordo possível? a que custo?"
(simone de beauvoir)

roupa de sábado & cupcake.


não sei se é mania minha, herança da minha vó, que organizava minhas roupas e separava algumas para sair, umas para ficar em casa, e etc., mas eu tenho roupas de sábado. não são especificamente peças separadinhas (senão eu seria classificada como totalmente transtornada, e eu me considero apenas transtornadinha), mas tem roupas que combinam muito com sair num sábado. sair para dar uma caminhada, curtir o dia, alimentar com carinho as relações, passar o tempo com quem eu mais amo. vamos parar de não ter tempo para encher uma mãe de abraços aqui, uma amiga de telefonemas ali, um pai de conversas acolá. vamos colecionar referências da vida, vamos pintar as paredes com cores alegres, vamos incomodar as tristezas até elas não aguentarem mais e terem que ir embora (sozinhas!!!!) de dentro da gente. viver intensamente não significa estar sempre ocupado, não ter tempo para nada e e viver repetindo (que saco) pra todo mundo: estou numa correria! quando alguém me diz que está numa correria eu juro que monto uma imagem mental dessa pessoa correndo sem sentido pelas ruas, com cara de doida. vamos tomar café às quatro da tarde de sábado, comendo cupcakes deliciosos e sentindo cheiro de mãe. vamos convidar os amigos para jantar, vamos até dar um chega pra lá em quem não nos trata bem. ah, só não adianta colocar roupa de sábado numa segunda, o efeito não é o mesmo. roupa de sábado tem a ver com clima de sábado. e isso, gente, só acontece... no sábado!

além do escuro.

luz demais também cega.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

mais faxina.


sério, não tem coisa melhor que faxina. colocar fora milhares de coisas que não servem mais. doar outras tantas. aquele casaquinho (era branco) e agora tá amarelo ouro de tanto usar. chega. e claro que uma faxina só é boa quando a gente revê fotos! claro. fotos antigas, fotos para chorar de emoção, de saudades, de raiva, de rir. revendo fotos, viajei para muitas coisas que já aconteceram na minha vida. muitos momentos felizes, muitas escolhas que foram me levando para caminhos que eu não imaginava. e com um pouco de nostalgia relembro teu sorriso. tuas caras e bocas. uma frase pronta na ponta da língua para fazer todos rirem. aquele jeitinho de sempre conseguir de mim o que queria, menos uma briga. se fosse por ti, ninguém brigaria nesse mundo. teu jeito de encher a minha vida de alegria. com saudades de tudo que vivemos juntos te deixo na minha memória (e nessas fotos). certamente a pessoa mais importante que já passou pela minha vida, me ensinou a vivê-la, me fez desabrochar. e viajar. não apenas literalmente falando. 

eu juro.

e a partir de hoje, juro que nunca mais bagunço meu quarto.

tem coisa que é.

mais triste que o fim de policarpo quaresma.

a ordem das coisas.

e agora dá licença que eu fui fazer um café, virar a noite e resolver minha vida.
(necessariamente nessa ordem)

algo a ver com intensidade (?)


Eu concordo que em alguns casos é preciso um certo empurrãozinho.
Mas começo a acreditar que em outros... só um baita pontapé resolve!!!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

crazy about mooooovies.

Lista incrível de filmes que assisti ultimamente…


A Origem
O filme é muito legal. O único problema a respeito dele é que eu não tenho a capacidade de responder quando alguém me pergunta: “Ah, é, legal? Me conta um pouco?” – totalmente desisto. Porque é filme que não se explica, se assiste. Tem o Leonardo DiCaprio (bem mais cheinho que no Titanic), um monte de gente que fica sonhando em grupo, daí tem que voltar para a realidade, e traumas, e arquitetura, o inconsciente, pessoas meio que voando aleatoriamente, e não sei o quê. Já me perdi. Assiste e depois a gente toma um café e conversa a respeito.

Deixa eu ver o que mais... Ah!! Feriado na praia...

A turma de meninas felizes resolveu assistir, adivinhem... Comédia romântica! Impressionante, tem gente que ainda acredito em príncipe encantado... Vai entender. Mas enfim... Seguem os títulos.



Os Delírios de Consumo de Becky Bloom
Não julgue. O filme é divertido. Mas a única coisa que ficou dele foi... Hmmm... Esqueci. (E uma echarpe verde)

Simplesmente Complicado
Esse eu já tinha visto. O que eu achei dele tá aqui.

Bom, as gurias viram um filme doido de suspense com o Johnny Deep. Eu não assisto suspense, totalmente insano esse negócio de pegar um filme e ficar um tempão olhando para a televisão esperando pra levar susto. Fala sério. E depois eu sonho com tudo aquilo, e não dá. Teve mais algum filme no feriado, mas não lembro agora...


Filmes da Semana Internacional da Gripe aqui em Casa!

Vi Amelie de novo, nem preciso comentar. E vi Jerry Maguire. Ou revi, não lembro... Segue a lista.


Jerry Maguire
Tem tudo de maravilhoso nesse filme. Quanto custa uma vida sem valores? Ou pior: uma vida com valores dos outros? Ou ainda pior: uma vida baseada em jogos, poder, dinheiro... Muitas coisas sobre esse filme. Sobre o que sustenta nossas relações. Sobre o que a gente acha que sustenta nossa vida. E sobre mudanças, claro. Fora o fato de que a criança é a coisa mais amada do mundo.


Date Night
E acabei de ver esse outro filme. Super concorrendo na categoria diretamente para a Sessão da Tarde, o filme é divertido. Bem divertido. Vale a pena assistir agora, porque daqui a alguns meses já vai ser sem graça. Um casal senso-comum resolve sair para jantar. E naquela noite tudo dá super errado. Assim, super errado mesmo. Concorrendo com os carinhas de Se Beber, Não Case. Para uma quinta-feira de recuperação da gripe da década, valeu. Mas nada mais que isso.

sempre diferente.


Sempre tem um jeito de diferente de se ver a mesma coisa. Um filme, uma história de amor. Um pé na bunda. Você pode enxergar um pé na bunda como a perspectiva de gastar duas caixinhas de lenços chorando pelo desgraçado, ou então pensar: ufa, me livrei de uma (bomba). Você pode ver um filme hoje e revendo esse mesmo filme daqui a uns dez anos tudo parecer diferente. Em Amelie tudo continua vermelho e verde. Fantasia. Mas mudou a idade (a minha, claro). Mudou o filme. E que delícia rever... Amelie é sempre Amelie. Em qualquer idade. Mas de verdade? Espero que Amelie continue sempre ali. Amelie.

(acho que ainda falarei mais dessas coisas que a gente pode ver diferente...)

suspiros.


suspirar novamente me faz sentir mais vida. ai, ai...
(confesso que estava com saudades disso!)

back to my life.


por cinco dias, uma super gripe, uns dez comprimidos de paracetamol, muita febre e várias horas inúteis de sono... eu quase tinha esquecido o quanto a (minha) vida é deliciosa.

ain't life unkind?


catch your dreams before they slip away
dying all the time
lose your dreams
and you will lose your mind.
ain't life unkind?

(ruby tuesday)

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

faxina.


não era só no meu armário que estavam vagando coisas que não servem mais.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

pílulas de filhos brilhantes, alunos fascinantes.

É um livro interessante, cheio de frases marcantes. São diferentes histórias, pequenas e encantadoras. Meio auto-ajuda demais em algumas passagens, mas eu tive que ler para um Seminário da Faculdade, então acabei escolhendo as partes que mais me chamaram a atenção...


Às vezes estamos tão acostumados a enxergar os defeitos exteriores das pessoas, que não enxergamos a beleza escondida por trás delas.

Bons filhos conhecem o prefácio da história dos seus pais. Filhos fascinantes vão muito mais longe, conhecem capítulos mais importantes das suas vidas. Os jovens que trabalham essa característica em sua personalidade desenvolvem a arte de ouvir, a arte de dialogar, a capacidade de se colocar no lugar dos outros, de superar conflitos e de desenvolver relações saudáveis e felizes.

Ninguém pode dar aquilo que não tem. (essa eu AMO)

A vida é um grande livro, mas pouco ensina para quem não sabe ler.

Não deixe uma frustração dominar você. Faça dos seus erros uma oportunidade para crescer. Na vida, erra quem não sabe lidar com seus fracassos.

Muitos deixam de acreditar na vida quando passam por crises emocionais, sofrem perdas, atravessam dificuldades e desprezos. Mas é nesse momento que devemos nos superar.

no se ve...

pero siento que hay en mí algo que está cambiando...
(algo está cambiando - julieta venegas)

nesses dias...

é muita gripe para uma pessoa só.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

frescurites femininas.


“Eu respeito todas as frescurinhas femininas.”

Pronto. Meninas, existe luz no fim do túnel. Essa frase foi dita por um homem. Sim. Se fosse há alguns anos atrás eu diria: volta a fita. Agora com essa tecnologia toda, esse modo de dizer para retroceder no tempo e começar do comecinho perdeu o sentido. Mas, ah, volta a fita. Azar.

Eu tenho um amigo, não faz muito tempo, mas é uma pessoa encantadora, muito legal de conviver. E que disse essa frase ai em cima. Mulher tem frescura. Mulher tem mania, mulher é mulher. Não precisa mais nada. E os homens (de verdade, claro) curtem essa coisa toda. Fazer o que nos agrada, curtir o nosso mundo. Tentar nos deixar felizes para entrarem na nossa vida. Estou falando de homens legais, bem resolvidos, a fim de serem felizes e não de jogar como crianças. E quando a gente conhece essa pessoa legal, não precisa fazer de tudo para agradá-lo, nem mudar a vida porque está apaixonada. Para mim, não tem a ver com casamento, namoro, compromisso. Tem a ver com relacionamento. Relacionar-se de maneira legal, jogo limpo e aberto. O rótulo fica para mais tarde. Mas mesmo assim, voltando às frescurites femininas... Eu tinha lido um texto legal no blog da Bi, e fiquei pensando naquelas palavras. E elas têm tudo a ver com essa frase... Não é um oportunismo de ser o sexo frágil só quando o negócio é abrir potes de conserva ou trocar pneu, mas é ser mulher e ser doce. Numa fragilidade friamente calculada para caber nos seus braços. Numa fragilidade que pede carinho, porque é feminina, e sendo assim é bela. Numa fragilidade simples, que pede colo e se sente em casa por ali... E mesmo assim permanece em seu próprio mundo.

Obs.: gurias, o carinha tem namorada, então desistam!!

inspirada em entregar-se.


Entregar-se é aprender a ser.

Entregar-se é descobrir que a metade que faltava não está em outro alguém, e sim você mesmo.
Entregar-se é viver a beleza dos momentos, curtindo com segurança e atitude o que se sente.
Entregar-se tem, sim, a ver com corpo. Com postura, desenvoltura. Nada com sua forma, e sim com seu jeito de interagir.

Seu jeito de... Entregar-se.

Tem a ver com descobrir o que se quer, o que faz o coração bater mais forte. O que é o seu norte. Entregar-se como meta. Entregar-se como caminho, como acordar devagarzinho.

Entregar-se para amar-se.
Porque é assim, entregando-se, que se descobre o quanto é lindo o que está fora.
Mas o quanto surpreende (mais ainda) o que está dentro.

(inspirada por entregar-se)

sobre falar demais.


E quando a médica me olhou e perguntou: “tu costuma falar muito?”

Putz. Caiu o chão. Eu, falando muito? Que isso. Piada? Eu falo super pouco. Apenas o necessário. E quando necessário. Mentira.

Após alguns segundos de tensão total, minha vontade era de responder: olha moça eu falo bastante mas eu bem que queria falar menos sabe só o necessário porque às vezes parece que eu falo falo falo e falo e daí não consigo ficar quieta nem para pensar nas coisas que acabei de falar e a minha mãe vive me dizendo isso e minha psicóloga disse que falar demais pode atrapalhar e muito e por ai vai.

Assim, despejando na mesinha da Dra. todos os meus problemas relacionados a falar demais. Porque falar demais não significa apenas a quantidade de palavras por metro quadrado, e sim a quantidade de coisas que eu nem precisava dizer, mas acabo fazendo. Claro que ela estava perguntando porque sua preocupação era com a minha faringite, mas acabei percebendo que falar demais não causa faringite. E mesmo que fosse, faringite é o menor dos problemas.

Falar demais acaba gerando efeitos colaterais, reações alérgicas, e por ai vai (de novo). Então agora a moral da historia é selecionar palavras, pessoas, direções, momentos. Eu já vinha fazendo isso. E a faringite veio para ajudar.

E para a Dra. eu respondi: “é, eu costumava falar, sim.”

bajo otra luz.

Hay algo que va a suceder, no sé qué es
Se desprende ante una sensación que no puedo ver
Será que el sol está brillando distinto a lo acostumbrado?

El color de mi vida cambió desde que tú llegaste...

(Bajo Otra Luz)

bem legal em SP.


Uma mistura de galeria com loja, o Coletivo Amor de Madre reúne em SP peças de design, joias, brinquedos e até utilitários domésticos. (Revista Gol)

Bem legal o site, mais legal ainda a ideia.

“Coletivo Amor de Madre é um espaço contemporâneo voltado para a criação de peças de design utilitárias com o objetivo de incentivar a produção artística e promover um intercambio entre artistas brasileiros e colombianos.” (Site Coletivo Amor de Madre)

Se eu fosse você, clicava aqui agora.

domingo, 12 de setembro de 2010

silent night.

"Não existe nada permanente, exceto a mudança."
Heráclito.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma frase.

comprei um livro com mais de 9 mil frases. fico confusa sobre qual postar... por que será? rssss. mas fica aqui a primeira que me chamou a atenção:

"A natureza é grande nas grandes coisas, 
mas é grandiosa nas pequenas coisas."
(Bernardin de Saint Pierre)

eu já estava no elevador.



Quase detesto quando tenho que sair e algum insight surge. E eu tenho que voltar correndo e escrever. O caso é sério. Tem vezes que eu estou no elevador. Volta, volta, sobe!! Preciso escrever. Escrever para tomar consciência. Escrever para reler depois e dizer “é verdade” bem baixinho dentro de mim. Escrever para ver o quanto me dou bem com as minhas palavras, apesar de tantas vezes travar batalhas monstruosas com meus pensamentos. Escrever porque me sinto leve, livre. Para ser bem o que sou, tirando e colocando as palavras para formatar coisas minhas. Ontem consegui fechar mais um ciclo meio doente da minha vida. Uma relação que significava muita coisa e nada ao mesmo tempo. Teve que doer, sim. Mas eu fiquei leve. Eu fiquei feliz, apesar de enterrar algo que durava mais de dez anos. Eu não esperava por aquilo ontem, mas esperava por aquilo na minha vida. E aconteceu da maneira mais... Inesperada! Rá!!! Mas eu estava preparada. Isso que me conforta tanto. Pronto. Vira a página. Fico ainda me perguntando quais capítulos ainda virão... Mas isso é outro post. Outro momento. Porque, como eu já disse antes, agora preciso sair correndo, porque o elevador está me esperando.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

new york...

"é que new york toma muito do meu tempo"
(a lina to the left.)

o que é suficiente.


Gente. O amor não é suficiente. Entender o outro é suficiente. O amor não é. Cuidar de quem a gente gosta e pensar na felicidade dessa pessoa é. O amor, não. Saber dizer sim, dizer não. Dizer o que quer, na hora que quer. Sem magoar e proporcionando segurança. Isso é. O amor nunca é suficiente. O amor não constrói relações sinceras e maduras. Quem as constrói são pessoas. Sinceras e maduras, óbvio. Eu errei muitas coisas no meu último relacionamento (acho que mais que nos outros 20 e poucos anos de vida), mas isso está (quase, hihihihi) superado. Errei por isso mesmo. Achando que o amor era lindo, me ensinaram assim, vi na novela e na sessão da tarde. O amor sempre cola as pecinhas quebradas, fecha um olho para não ver o que magoa e tudo o mais. Mas não. O amor é fundamental. Mas não é tudo, e muito menos suficiente. Suficiente é você se conhecer, gostar de si, ter segurança de quem é e das suas escolhas. E jogar limpo consigo e com quem ama. Isso é suficiente. Isso é felicidade.

(Ah, Joss Stone a todo volume também é.)

acordando.

Não vou conseguir dormir, tem tanta coisa me mantendo acordada agora. Aliás, percebo que tenho acordado todos os dias, mas não apenas quando abro os olhos ao amanhecer. É impressionante como a gente dorme vivendo. Dorme quando alguma coisa está reluzindo aos nossos olhos, que cegos (dormindo), não enxergam. Dorme quando deixamos o amor ir embora, talvez depois de não ouvi-lo bater desesperadamente à nossa porta, e dormindo, não abrimos para que ele entre. Dorme quando perde um olhar, dorme quando não enxerga um carinho. Hoje passei por diversas experiências encantadoras. Acordei para coisas da minha própria vida. Acordei para um gesto de carinho digno de comédia romântica americana, tipo alguém fazendo uma coisa linda e incrível e que nunca faria se não fosse por amor, amizade (ou tudo junto, whatever works). Acordei para relações reais e verdadeiras que estou vivendo. Acordei para o fim de pouco, começo de muito. Acordei para ver que a gente pode passar muito tempo dormindo, mas quando acorda... Nunca mais adormece da mesma maneira.

ao som de marcelo camelo.

deixe que o tempo passe.
deixe que cicatrize.
deixe que o amor chegue mais perto.
deixe que aconteça apenas o que é certo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

viva a wikipédia.

procurei no dicionário a definição da palavra hipocrisia. isso era uma revolta pessoal que agora está tomando proporções de revolução, mas isso é outra história.

voltando ao assunto, a definição do dicionário (michaelis) é interessante:

hipocrisia
hi.po.cri.si.a
sf (gr hypókrisis+ia1) Manifestação de fingidas virtudes, sentimentos bons, devoção religiosa, compaixão etc.; fingimento, falsidade.

mas nesse caso, gostei bastante de um trecho da wikipédia:

A hipocrisia é o ato de fingir ter crenças, virtudes, ideias e sentimentos que a pessoa na verdade não possui. A palavra deriva do latim hypocrisis e do grego hupokrisis ambos significando a representação de um ator, atuação, fingimento (no sentido artístico). Essa palavra passou, mais tarde, a designar moralmente pessoas que representam, que fingem comportamentos.

bom, e segue o drama. na verdade foram dias e dias de reflexão sobre personagens, máscaras, encenações, fingimentos que a gente presencia quase diariamente. mas o que eu não entendia antes tem a ver com uma palavra:

INEVITAVELMENTE?
não. 

e aí tudo muda. muda porque a gente passa a não aceitar mais as coisas do jeito que chegam, começa a questionar tudo que está em volta, começa a ver que quanto mais alto o grau de hipocrisia, mais sujeira existe embaixo do tapete... e passa a escolher mais. com quem fala, com quem sai... um café, um abraço, um beijo de bom dia. escolhe tudo, na verdade. porque nesse nível de falsidade, dar bom dia para um desconhecido é mais seguro que para pessoas que a gente (acha que) conhece há anos...

(inaugurando a seção "me revoltei" do blog)

praia, praia.

ah, mas eu ainda vou morar na praia.

ver-te.

ver-te sempre. de longe. ao longe. de mim. tão perto. e tão longe. ver-te sem exceção. sempre vendo. e agora não é mais ver. é ter. te ter. e isso de longe não tem nada. absolutamente nada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

para acontecer.

ando impressionada com a força de um acontecimento
quando ele realmente deve, pasmem, acontecer!

guitarra y vos.


poeta, artista, músico, tudo o que eu puder descrever. é assim Jorge Drexler. e eu mega apaixonada. pela poesia, por ele, pela música. e pela vida, sempre.

"Estás conmigo,
Estamos cantando a la sombra de nuestra parra.
Una canción que dice que uno sólo conserva lo que no amarra.
Y sin tenerte, te tengo a vos y tengo a mi guitarra."

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

eu e a laurinha.

a cozinha aqui de casa é assim: marketing e engenharia discutindo até cansar.
ou a comida ficar pronta, o que acontecer primeiro.

pra variar.

super a fim de fotografar paris.

chovendo dentro.


às vezes, não é a chuva que se passa lá fora. e sim aquela que está dentro. mas a gente precisa chover para desmoronar ideias, conceitos. derrubar muros com a água que corre. deixar fluir o que é real. e deixar, muito, muito de lado o que não é. talvez a chuva que cai com força me assuste. porque tende a carregar o que eu tenho de mais pesado. mas preciso deixar ir. porque é justamente isso o que às vezes me impede de seguir. vou chover mais um pouco por dentro. e isso não é de fato triste. é sublime. leve. como uma simples gotinha d'água.

aiiiii!

um amigo me intimou a escrever sobre marketing e design.
e agora???? que medo!!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

mais de poder além da vida.

Sabedora é agir. Conhecimento e sabedoria não são a mesma coisa.

- Eu sei muito mais do que você imagina.
- Você imagina muito mais do que sabe.

É possível viver a vida toda sem estar acordado.

Todos lhe dizem o que fazer e o que é bom para você. Não querem que você encontre suas próprias respostas. Querem que você acredite nas respostas deles.

As pessoas temem o que há por dentro. E é o único lugar que vão encontrar o que precisam.

As pessoas não são o que elas pensam. Elas pensam que são e isso lhe traz todo o tipo de tristeza.

A mente é um órgão de reflexão. Reage a tudo. enche sua cabeça com milhões de pensamentos aleatórios por dia. Nenhum desses pensamentos revela nada sobre você.

- Eu esvaziei sua mente. Quando você estava caindo, no que estava pensando?
- Não sei.
- Você estava 100% focado na experiência que estava vivendo.

Seu lixo é aquilo que lhe afasta da única coisa que importa. Esse momento. Aqui e agora.

Às vezes é preciso perder a cabeça antes de pensar racionalmente.

Falar, interromper e achar que sabe muito são vícios.

paradigmas.


abrir-se para uma nova relação carregando os paradigmas do relacionamento anterior é repetir com manual e tudo os mesmos erros. moral da historia: livre-se dos paradigmas. do que anda por você e não é seu. e siga. super em frente.

under city girls.

meninas engraçadas... reproduzindo sobre mitos e verdades sobre homens e mulheres, que adorei:

12. Todos os homens são iguais.

MITO

Uns sempre são piores do que os outros. Ganha a brincadeira quem achar o menos pior entre todos e que seja um pouco mais bonitinho que os demais.

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