quarta-feira, 28 de setembro de 2011

sr. bauman, eu concordo.


A "sociedade" é cada vez mais vista e tratada como uma "rede" em vez de uma "estrutura" (para não falar em uma "totalidade sólida"): ela é percebida e encarada como uma matriz de conexões e desconexões aleatórias e de um volume essencialmente infinito de permutações possíveis. 

Bauman em Tempos Líquidos, e eu freneticamente estudando a vida. 

o melhor dia do ano.

tenho duas coisas para dizer:
1. hoje foi o melhor dia deste ano, até agora.
2. as pessoas felizes consigo são as pessoas mais lindas que eu conheço.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Como encontrar el amor si no sabes donde estas?

everybody thinks that I am sad.


Depois de um fim, sempre existe um novo começo.

O que vai dizer como a gente leva a vida é o que a gente coloca dentro desse espaço. Dentro desse tempo. E uma coisa que eu descobri recentemente é que o fim de alguma coisa numa certa categoria não necessariamente é um começo na mesma categoria. 

Explico: o fim de um relacionamento não precisa significar, logo ali, o início de outro. Pode significar uma nova paixão por um esporte, por fotografia, por andar de bicicleta. O espaço que estava preenchido por alguma coisa qualquer da vida da gente pode ser reinventado a ponto de ter outro inquilino agora. O cinema. Artes marciais, sei lá. Onde antes tinha um curso de gastronomia, que você tinha que ir todas as noites, agora pode ser um momento para namorar no sofá tomando nescau antes de dormir. Vai saber. 

Então a moral da história, para mim, é a sabedoria de preencher a vida com coisas lindas o tempo todo. E assim, coisa linda às vezes é dormir na segunda como se fosse domingo. Coisa linda pode ser não fazer nada. Mas é a coisa mais linda naquele pedacinho de universo. 

A cada dia a gente termina uma coisa e começa outra. Sempre. Mesmo que ache que não está acontecendo, está. E é essa a magia das coisas. Entender que umas precisam acabar para dar espaço a outras, mais doces, puras e leves, começarem. 

domingo, 25 de setembro de 2011

chorei litros.


se eu conseguir parar de chorar depois desse filme, eu venho aqui escrever alguma coisa. por enquanto, a única coisa que eu posso dizer é: assistam medianeras. é fantástico. 

hoje vou assim.


sol e bicicletas!

todos os dias.


eu escolho viver de uma maneira bem colorida. 

sobre a ingenuidade e estratégia.


O texto ficou longo, eu sei.
Mas agora tem um botão ali: preguiça de ler.
E quem achar que vale a pena ler, eu vou curtir.
Porque valeu a pena escrever.

***

Ando vendo muitas referências de moda, 
por isso as imagens estão indo para esse lado.

***

Se tem uma coisa que eu tenho de sobra nessa vida é sorte nos relacionamentos. Em todos. Juro, todos. Dos mais rápidos aos que eu já sei que são eternos, tenho. E aqui falo sobre qualquer relacionamento que envolva a minha pessoa (ou uma parte dela) com qualquer outra coisa, humana ou não, que habita esse Universo. E qualquer outro Universo também, eu acho.

Explico. 

Sabe aquela sensação de que está tudo sempre acontecendo da maneira certa, na hora certa, e que se não tem resposta ainda é só esperar que ela chega quase que sozinha? É isso. Minha vida sempre foi isso. Dá pra explicar, e ao mesmo tempo não dá. Ficou confuso, né? Eu sei.

Explico de novo.

Eu vivo numa espécie de ansiedade criativa. De inquietude permanente com o mundo. Ok? É sempre assim, sempre acho que a semana que vem será mais tranquila e nunca é. E assim são todas as lembranças desses 25 anos que eu tenho. E se existe isso em mim hoje, independentemente da dose aumentar ou diminuir, existirá isso em mim no futuro. Essa sensação de mundo faz com que eu me sinta dentro da ordem da minha vida. É o sentimento de estar em mim, simples. É ter propósitos e cumprir. 

(Claro que nem tudo é perfeitinho e linear assim, né. Mas quando eu fecho as contas, todos os ciclos mostram funcionar.)

E é aí que entram duas palavras fundamentais: ingenuidade e estratégia.

Rapidamente: hoje conversando com uma grande amiga, falamos sobre ingenuidade. Para mim, e isso ficou claro depois da conversa, uma das coisas que mais distorce, reverte, desperdiça e acaba estragando essa funcionalidade geral que a gente encontra na nossa vida é agir de forma ingênua. E aqui entra qualquer ação: uma atitude errada, com a pessoa errada, no momento errado. Se um desses três estiver errado num caso, foi-se. De verdade.

Uma vez eu disse que sentia isso: mesmo sendo a pessoa certa, por exemplo, no momento errado, não poderia ser uma escolha certa. NÃO ADIANTA, criatura. Entende? É lutar contra a ordem da vida da gente. Então, para solucionar isso, a gente tem que agir de forma estratégica sempre. Simples, né? Parece.

Agir de forma estratégica em todos os movimentos. Não digo de forma interesseira. Não. Mas é quase um pensar na ação e desdobramento ao mesmo tempo. Levando em consideração todo universo em volta daquilo que a gente está fazendo. E às vezes a gente vai se encontra abrindo mão de fazer alguma coisa que parece prazerosa aqui, enquanto feita, mas o desdobramento dela pode prejudicar alguma coisa ali na esquina. E aí resolve não fazer. Continua respeitando a nossa ordem de vida e fica tudo bem. 

E se essa for a nossa maneira de agir o tempo todo, em todas as coisas, vai dizer que a vida toda não fica com uma sensação delícia, de que está sempre tudo dando certo e que até os problemas a gente tem a segurança de que vai resolver sem se estressar? 

sábado, 24 de setembro de 2011

parece que.

O caos não é a ausência de ordem.
É a existência de múltiplas ordens.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

dia roxo.

sinta mais a falta das pessoas que se foram
e menos a ausência que elas deixaram...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

simplesmente é.


melhor presente, melhor flor. melhor dia, melhor primavera. melhor essência, melhor virtude. melhor silêncio, melhor porta aberta. melhor momento, melhor mantra. melhor sentido, melhor caminho. melhor universo, melhor destino. 

petit-pois.


não há nada que umas bolinhas não resolvam.
principalmente se essas bolinhas se chamarem reticências.
é aceitar que não existe o fim.
existem vários possíveis finais.
e tudo bem assim. 

saudades.


primavera, amor e pés descalços.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

tão sutil.


uma das coisas que eu mais gosto é quando a vida me dá sinais. os sinais que eu preciso. todas as movimentações certas para escolher. adoro quando eu tenho uma intuição que não me diz nada, mas que fala tudo por ela mesma. e num instante eu consigo entender tudo. tudo que eu preciso. e o que eu não preciso. suspiro muito muito muito feliz. obrigada. 

minha irmã e as histórias que (só) ela conta.


- Mana, descobri a união entre a mãe e o pai.
- É. Não acredito.
- Sim. Adivinha.
- Bah, Pi. Não tenho ideia. 

(Pi = abreviação prática de pirralha, já que ela é a mais nova)

Segue.

- Ah, mana.

(Mana = acho que ela nem falava ainda e já me chamava de "mana")

Segue, de novo.

- Sei lá. A união entre o mãe e o pai. Eu?
- Não.
- Hm. Tu?
- Não. Também não.

(Medo)

- Uma velhinha que eu vi na Ana Maria Braga, que fazia patchwork e andava de moto. Vai dizer que não é a união perfeita entre o pai e a mãe?

(Morri de rir)

Olha, eu espero que seja a união perfeita entre a mãe e o pai, e não o contrário. Porque se a mãe sair andando de moto nos finais de semana e o pai tiver que decidir entre tecidos nacionais e importados e qual a medida dos panôs de Natal, a gente tá perdida.

gurusêva.

uhum.


Nem sempre o jeito que você imagina é o jeito certo.
Em algumas situações, o jeito certo é o jeito desajeitado. 
(Clarissa Corrêa)

não quero carona.


Cama, guarda-roupa, pratos e copos. As comidas na geladeira. As canecas da coleção. Os livros, quietos, agora em desordem. Se o almoço era em casa, agora é pelas quatro da tarde. Posição do shampoo na prateleira do banho, estoque de sabonetes nos armários do banheiro. As maquiagens na gaveta das meias, os casacos de inverno no meio do verão. Cartões nas paredes, rabiscos que não servem mais arquivados no lixo. Um par de novos olhos para ver o mesmo filme, unhas sem esmalte, talvez até um salto alto ao meio dia. Cabelos presos como nunca. A padaria da outra esquina, o cinema do outro shopping. Pedir a sobremesa antes. Aliás, nem comer a sobremesa. Deitar na vertical do colchão. Aliás, de novo. Deitar no meio, bem no meio do quarto. Roupa de festa para ficar em casa, roupa de dormir para não esquecer o cheiro. Ferver água na panela, bisbilhotar o amor alheio na porta do prédio ao lado. Caminhar à noite, visitar o estacionamento e decidir que é isso. 

Que tem dias na vida em que a gente tem que fazer tudo, tudo ao contrário.  Porque só assim a gente vê acontecer o que a probabilidade nos contou que não aconteceria. 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

desfaça as malas velhas.


Uma vez me falaram que eu tenho alma de artista.
Outra vez me disseram que eu vivo de amores livres.
E eu me peguei dizendo,
(em meio a todas essas coisas)
Ainda bem que eu sou escritora.

en un sistema cerrado, nada se crea, nada se destruye, todo se transforma.

uma das poucas coisas incríveis que a gente aprendeu nas aulas de química na escola e que serviram pra alguma coisa. literalmente para as coisas da química. outra química. 

6:04, vou dormir.

It doesn't matter how slow you go so long as you do not stop.

pena que não fui eu que disse. foi confúcio.

domingo, 18 de setembro de 2011

você entende um momento?

Carpinejar no Suzanne Marie, bem lindo.

Gente linda. Um dos escritores que eu mais gosto vai dar um curso aqui em Porto Alegre. E vale a pena. Já fiz dois cursos com ele, e super mega hiper recomendo. Infelizmente não poderei fazer este porque tem duas aulas que caem na quarta, e eu estou todas as quartas fazendo outro curso incrível, o True Consumer na Perestroika. Mas fica aqui a dica.

***

Serão seis encontros ao longo da última quinzena de setembro, das 20h às 22h, no Espaço Madame Bovary, do restaurante Suzanne Marie (Rua Tobias da Silva, 304). Cada aula será dedicada a explorar ficcionalmente nossas principais forças sensoriais: 21/9, quarta (Visão), 22/9, quinta (Audição), 23/9, sexta (Tato), 26/9, segunda (Olfato), 27/9, terça (Paladar) e 28/9, quarta (Intuição).

Vamos investigar as virtudes e possibilidades do corpo e da mente. Trabalharemos a confissão e os relacionamentos na articulação de experiências de estilo, a partir de leitura de clássicos e autores contemporâneos. Os alunos receberão ajuda para selecionar o que tem importância literária daquilo que foi vivido, incentivados a despertar evocações e lembranças secundárias, comparações e relações imprevisíveis do cotidiano.
O valor à vista é de R$ 900,00, em duas vezes, R$ 950,00 e em três, R$ 1000,00.
São vinte vagas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo e-mail atendimento@clinicaverri.com.br.

tchururu.

Para você que sempre mexe na pasta certa na hora certa, que abre um livro e encontra o que precisa ler, que acordou com café na cama no domingo e saiu na chuva para não deixar uma palavra por falar. Para você que tem ido ao cinema quase diariamente, que teve que arrumar a bicicleta no meio do caminho, que queria muito falar espanhol e não consegue e está reunindo forças para sair da história de amor mais linda que já viveu. Para você que vive. E que acredita nisso. Para você. Para mim. A frase mais incrível que eu poderia encontrar. Para nós. 


Coragem não é ausência de medo.
É considerar que algo é mais importante que esse medo.
(Ambrose Redmoon)

I feel sorry.


Tem gente que se adia, deixa o presente para o futuro. 
(Clarissa Corrêa, em O Amor é Poá)

sábado, 17 de setembro de 2011

poupando meu trabalho.

"Vamos brincar de parar de arrumar problemas, a vida é simples."

Hoje fui na Pandorga, uma loja coletiva querida-amada-idolatrada-salve-salve aqui em Porto Alegre para uma reunião. E comprei um livrinho lindo. Primeiro, porque a capa é de bolinhas. E quem me conhece sabe que eu amo bolinhas. E segundo porque a Clarissa Corrêa é incrível. Nem preciso mais escrever, ela já disse tudo bem como eu imaginava. Agora pare de ler isso e vá ler o blog dela, por gentileza. 

qual será a coisa mais irônica, escolha abaixo.

1. eu ter a roupa que eu usei quando casei
2. ela ainda me servir
3. eu usá-la para uma festa de aniversário uns 4 anos depois

eu vivo em paris e moro em porto alegre.

daí eu fui ao cinema de novo.

É, tô com essa mania agora. De cinema. Cinema e bicicleta. Espero que seja um hábito e não uma mania. Mas tudo bem. Depois de ter ido ver Um Conto Chinês ontem, hoje fui ver um filme italiano-argentino. Ou seria argentino-italiano. Whatever. O que importa é que ele era sim, um pouco italiano e um pouco argentino. E era ótimo por isso e por vários outros motivos. 


Eu sempre tenho essa (outra) mania de tentar encontrar insights para a minha vida nos filmes que eu vejo. E talvez por procurar eu acabe sempre encontrando. Uma das coisas bacanas que eu ouvi nesse filme foi essa frase: "A verdade é um instante. E, sendo assim, é insignificante". Mexeu bastante comigo essa frase. A gente cria um monte de verdades e fica por aí julgando tudo, né. Que coisa. 

E a outra coisa, que na real foi a lição de viiiiida do filme, tipo assim, incrível, é a seguinte: A vida talvez seja a busca da medida exata entre as nossas raízes e as nossas asas. Ui. Que forte. É pisar naquela fita que o pessoal prende de uma árvore à outra e tenta se equilibrar o tempo todo. É cair e subir, tentar de novo. As árvores seguram a fita. Mas não seguram a gente. A gente tem que subir ali (de preferência com os pés descalços, quem vir o filme vai entender melhor essa), e tentar ir. Às vezes olha mais para baixo, cai. Olhar para cima demais também pode causar quedas. Sei lá qual a medida. De equilíbrio na fita e da gente na vida. Mas é uma delícia buscar. 

(Doce como o sol que batia nos meus cabelos bagunçados, e fazia você sussurrar com os olhos...)

deja que el tiempo cure

um monte de coisa.


Canção do dia de sempre

Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas...

Mario Quintana

aula, filme e alguns pensamentos.


(Um Conto Chinês, Argentina, 2011)

É, a vida é um grande sem sentido, um absurdo, ele disse ontem ao final.

Ontem fui assistir Um Conto Chinês. Além de ser um filme super divertido, me deixou algumas reflexões. Talvez porque eu tenha ido logo após assistir uma aula sobre meditação e samádhi, e isso pode ter me deixado mais pensativa ainda. Juntando as duas coisas, a conclusão que eu cheguei foi que: a pior coisa que a gente pode fazer com a gente é ter apego a qualquer coisa. Qualquer. Uma cadeira que era do avô, um quadro, uma comida preferida, uma pessoa, uma história, uma música. Um filme. Esse tipo de apego a gente entende. A gente (nem sempre) consegue se desfazer. Mas acha que entende. E o apego a algumas emoções? Elas, justo elas, as responsáveis pelo nosso nível mais denso de inteligência. A gente se apega e fica. Parado e burro ali. Estou com saudades, estou com fome, estou cansado, estou a cada momento me apegando a uma emoção. Para quê? Para ficar cada dia mais preso a elas? E cada dia contar menos com a intuição, com a leveza de entender os percursos da vida? 

Sim, precisamos nos relacionar. Sim, precisamos de comida, de água e aquela coisa toda. Mas não precisamos ficar burros quando sentimos necessidades. Não existe nenhum motivo para isso. O desespero de uma relação que termina não precisa manchar os seus dias. Tem uma próxima parte na sua vida que vai chegar bem linda e saltitante depois disso. A tristeza da morte de uma pessoa não pode prender a sua vida nessas lembranças. No filme, foi preciso que uma vaca caísse do céu para que o Roberto conseguisse desapegar, tanto de coisas velhas e antigas que já não serviam mais, quanto desse jeito difícil que ele encontrou de ser. A gente não tem ideia do que acontece no livro da nossa vida enquanto a gente vive a página de hoje. Mas está tudo lá. Como uma frase que eu já coloquei aqui esses dias: em cada momento do presente, existem passado e futuro. Então, como você está se preparando para viver esses dias que chegam logo amanhã? E como você vai contar as histórias que passaram? É isso. A minha resposta é: com intensidade e leveza. Ao mesmo tempo. É assim que eu acredito. E é assim que tenho feito. 

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

apoiado.

Vai doer, mas é bom. 

(...)

Acho que, resumindo, o segredo é saber o tempo certo das coisas. Já foi escrito, não é nada novo. Há tempo pra gritar, tempo para silenciar, tempo para ouvir, tempo para reclamar, tempo para enlouquecer, tempo para ter razão, tempo para perdê-la. Tempo de ganhar, tempo de deixar ir, tempo de segurar, tempo de guerrear e tempo de fazer amor. Há tempo para ficar sozinho, para ficar junto, para xingar, para pedir desculpa e para abraçar. Tem tempo pra tudo, cara. Até tempo de fazer as coisas fora do tempo, deve existir, não sei. Gosto de pensar que sim. Por isso, aprenda o tempo das coisas. Pois não há muito tempo.

a música certa.


Sabe quando alguém te manda a música certa, na hora certa?
Sim, isso aconteceu bem agora.
E uma parte dela vibrou em mim.

***

Something 'bout the way the hair falls in your face
I love the shape you take when crawling towards the pillowcase
You tell me where to go and
Though I might leave to find it
I'll never let your head hit the bed
Without my hand behind it
(John Mayer - Your Body is a Wonderland)

lights off.


Não, meu amor, não adianta bancar o distante:
lá vem o amor nos dilacerar de novo...
Caio F. Abreu

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

de entregar-se.

duas incríveis:

Existe algo mais importante que a lógica: a imaginação.
Se uma idéia é boa, a lógica deve ser jogada pela janela.
Alfred Hitchcock

Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam.
Henry Ford

simples.


era só juntarmos os pés descalços.

era.

fala sério.


oi, mundo pequeno.
pequeno e sincronizado.

queen.


carry on, as if nothing really matters.

kiss me.


a vida é um milhão de possibilidades.
mas para enxergar algumas, 
a gente tem que deixar outras pela estrada.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

sorrindo para o dia.


Poucas coisas são tão boas quanto ter alguém de verdade na vida para conversar, abrir, fechar, entender, martelar paredes e uma mão no coração para alinhar os sentimentos. E me recuperar do vazio. Simples assim. E ficar bem, mais simples assim ainda. Vou sorrir para o dia, se é isso que eu quero de volta dele. 

autoconhecimento.


A parte mais difícil de qualquer coisa que difícil que a gente tenha que fazer é começar. E eu acho que é o movimento de ir vivendo que vai dando forma às coisas. O que a gente não vive, não experimenta, não consegue arrumar, ajeitar, colocar mais para cá ou para lá. É melhor ir bem devagar, mas ir. Quem tem amor, consegue algumas coisas bem bacanas de um relacionamento. Mas quem tem conexão, consegue ver o outro e se enxergar. Tipo espelho, sabe? Mas para o espelho refletir você, você deve se aproximar dele. 

ressaca de nós dois.


Vazio é assim: você chega em casa, alguém tirou um móvel do lugar e você não sabe onde ele foi parar. Aliás, nem sabe direito que móvel levaram embora. A sua cama, o sofá da sala, talvez a geladeira. Você fica procurando, procurando. Você sabia como as coisas eram, onde elas estavam. Agora a sua casa talvez tenha móveis que você nunca viu. Não quis. Não reconhece. Sabe quando a gente acorda no escuro e sabe o caminho para ir ao banheiro sem bater em nada? É isso. Agora a gente se debate numas coisas que ontem, eu juro, não estavam ali. E isso dói horrores. 

Tá. Mas chega de resmungar. Sempre vai ter uma coisa pra doer, sempre vai ter uma coisa chata pra resolver, sempre vai ter um dia de trabalho difícil pra viver. Sempre. A moral da vida não é o que acontece, lembra? A moral da vida é o que a gente faz com o que acontece com a gente.

Eu encomendei o sol. A semana toda. Ele veio. Eu sabia que essa semana ia mudar a minha vida. Mudou. Da maneira totalmente contrária à que eu esperava. Mas azar. Joguei pra cima, pro alto, o mundo que se vire, porque eu tenho certeza de que eu fiz (e tanto) a minha parte. Agora eu tomei conta de mim de novo, e o universo que se encarregue do resto.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

chega, sabe.


Eu cansei de te esperar. Cansei das tuas palavras, dos teus vazios, dos teus dias que eu nunca sei. Cansei de ficar nessa fila pra viver tua vida, cansei das explicações, cansei de esperar sempre um dia. Cansei do tempo, cansei das músicas, cansei de tudo. Cortei o cabelo, você não veio. Você está de aniversário e eu quero jogar fora o seu presente. Cansei de tudo isso que se foi, cansei do que aconteceu ontem, cansei de nós dois. A gente conseguiu pesar o que era leve, conseguiu esquecer o amor que temos e conseguiu rasgar as cartas ainda nem escritas. Chega desses tempos, desses retratos, desse você que eu não reconheço mais. 

Eu tenho várias páginas do calendário guardadas comigo, onde eu escrevia esperança embaixo de cada mês. Os meses passaram, você sempre tem alguma coisa para fazer que não sou eu. E eu sempre tenho uma maneira de esperar você. Hoje você acorda e tem planos para mim, amanhã você dorme e eu não existo. Chega disso. Chega porque falta segurança, você encheu toda minha casa de medo. Porque eu deixei. Então quem diz agora que você leve tudo isso embora também sou eu. 

Chega de explicar, de tentar entender, de ficar quieta te olhando, quando o que eu mais queria é correr até o seu beijo e dizer que te amo, e que sim, faz diferença você estar na minha vida. Faz. Aliás. Fazia. 

imogen cunningham




referência do blog da ana.
nessa noite tão vazia,
ficamos com a fotografia. 

de vários livros ao mesmo tempo.


"Tu não podes viajar pelo caminho antes que te tornes o próprio caminho"

"Não desejes. Não te aborreças com o karma, nem com as leis imutáveis da natureza. Mas luta apenas com o pessoal, o transitório, o evanescente e o perecível"

""Karma significa ação e refere-se a ações intencionais do nosso corpo, fala e mente: aquilo que fazemos, dizemos e pensamos. estas ações deixam marcas e tendências em nossa corrente mental. quando estas marcas e tendências encontram as condições adequadas, elas afetam aquilo que vivenciamos"

"É simplesmente a maneira como as coisas funcionam naturalmente. da mesma forma, ninguém ditou a regra que se fizermos mal aos outros, teremos problemas no futuro, isto é simplesmente resultado que surge de uma causa. como nós criamos as causas, vivenciamos os resultados"

"Existem quatro características principais da causa e efeito:
1. O karma é definido, isto é, as ações positivas certamente trarão resultados felizes e as ações negativas trarão definitivamente resultados indesejáveis
2. O karma é expansível: uma causa pequena pode ter um grande resultado
3. Se a causa para uma determinada ocorrência não é criada, essa ocorrência não será vivenciada
4. As marcas das nossas ações feitas em nossa corrente mental não serão perdidas"

acordei meio julieta.


hay tanto que quiero contarte, 
hay tanto que quiero saber de ti,

vou mandar fazer a minha ecobag.

é clichê mas eu preciso perguntar.

como a gente pode ter medo de perder
o que nunca ganhou?
hm, hm, hm?

um dos melhores filmes desses tempos.

Ninguém tiraria da minha cabeça a ideia fixa do dia de hoje: ir ao cinema ver o filme "Ces Amours Là", falando em francês porque achei lindo, mas a tradução para o português é "Esses Amores". Sozinha, acompanhada, na última fila, no último horário, eu iria. Tinha que ir. Tinha que ser hoje. E eu fui.

Uma das coisas que as pessoas gostam de questionar sobre a vida (no caso, a minha vida) é a intensidade. É a pressa. A falta de paciência de esperar. O desejo de ir sempre lá e fazer. De me apaixonar a cada dia, de achar que tudo que eu conheço, encontro e quero é incrível. 

E depois? Depois vai vir mais uma coisa que eu vou conhecer, encontrar e querer e vai ser mais incrível ainda.

Pausa para um pensamento nobre de Clarice Lispector:
"Eu não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito."

Voltando.

Eu (ainda) não quero pensar muito no depois de amanhã, eu sequer penso direito no amanhã. Eu penso no agora. Aliás, eu nem penso tanto. Eu sigo. Sabe? Vou seguindo. Seguindo sei lá o quê. Mas eu estou seguindo. Deve ser por isso que eu gosto tanto de uma música que diz: "mesmo espalhados ao redor, meus passos seguem um rumo só..." 

E quando o filme começou eu tinha certeza que estava na história certa. Naquela, e nessa que eu vivo hoje. Nessa segunda-feira que eu sabia que ia revelar muito de mim para mim. Que ia fazer eu montar o altar de mudanças, que eu ia selar com muita paz tantas coisas dentro de mim. É, "é incrível a fertilidade do caos". E isso eu vi ali no filme. E espelhou a minha vida. Onde será que ficou a primeira escolha que gerou toda essa onda de mudanças? Onde será que eu fui por um lado, mudei os caminhos, decidi meus destinos? Onde foi?

E o que vem agora? O que vem dessa decisão aqui? Desse altar em homenagem ao que fica na segunda-feira e ao que segue em diante comigo a partir da terça? Ficam as flores, os meus deuses, a fotografia e a luz. Ficam em paz. É, chega.

Não, o amor vem comigo. Ainda estou voltando. Afinal de contas, como sabiamente disse esse filme de hoje à noite: "O amor é uma viagem cuja volta é mais cara que a ida". Bem mais cara, eu diria. E bem mais difícil. 


E quem conseguir, assiste, vai...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

domingo, 11 de setembro de 2011

jaya jaya guru dê jaya.

mahadeva.

um grande deus para você.


Cheguei agora da celebração da vida de um dos amigos mais próximos do meu pai. É, ele morreu. Morreu e fomos celebrar a sua vida. Com música, fotos, movimento e sentimento. 

Por que chorar a morte de alguém que brilhou, se podemos chorar a sua vida?
Por que sofrer em silêncio num velório, se podemos lavar a alma numa harmonia?

Não vem ao caso qual Igreja, qual templo, qual ambiente, qual prédio, qual livro, qual escritura. Vem, sim, e muito, ao caso, qual a percepção. A percepção da vida, do que se faz dela e do que se aprende com o que se experiencia. 

Por que vivemos lutos de preto e no escuro? Por que insistimos em não entender, ao invés de insistirmos justamente para entender? Acho que temos diversos lutos em nossas vidas, e todos eles tem um propósito. Deus, qualquer que seja ele, tem propósitos. Fiquei pensando muito durante esse tempo, durante as minhas lágrimas por essa pessoa querida que se foi e acho isso:

A religião é a forma que as pessoas encontraram de contar histórias. As suas histórias. Grandes profetas, grandes padres, pastores ou qualquer coisa do gênero são pessoas que souberam contar histórias de forças maiores. Buscaram entender a sincronicidade, os fatos, as ações e as reações do que escolhemos, fazemos e vivemos. Sei lá qual a sua religião. Não se sinta culpado por não frequentar uma Igreja ou outra. Não se sinta culpado se o seu Deus não tem nem nome. Nada.

Apenas tenha uma força. Acredite numa energia qualquer. Violeta, amarela, branca. Na Bíblia, no livro de autoajuda que você esconde porque morre de vergonha (mas que te ajuda, sim!), nas coisas que alguém querido lhe fala, nas velas que você acende, nos símbolos que lhe trazem paz. Não interessa o que são. Não interessa o que traduz a sua fé, interessa que ela exista. Para que exista um propósito. Para que não apenas a sua vida valha a pena, mas a sua morte também. 

E quando a morte de alguém que você ama acontecer, procure paz. Chega de perguntarmos os porquês, vamos nos perguntar agora para quês. As coisas todas acontecem com um motivo. Pare de lutar contra essas coisas e busque sorrir quando encontrar os motivos. É nos motivos da sua vida que habita a paz que você precisa: a sua própria. 

O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa.
(Livro dos Salmos 144:4)

o mesmo amor, a mesma chuva.

El Mismo Amor, la Misma Lluvia
Juan José Campanella, Argentina, 1999


Sabe aquele filme incrível do diretor Juan José Campanella chamado O Segredo dos Seus Olhos? Sabe aquele casal super bacaninha do filme? Pois sim, essa história começou beeeeem antes. E esse é o filme: O Mesmo Amor, A Mesma Chuva.


Doce, suave, cheio de emoções e cheio de amor. Mas amor real, sabe? Que dá pra tocar, que confunde. Amor viável. Eu diria isso. Amor que dá para realizar, que qualquer um poderia ter vivido entre nós por aqui. São esses filmes que eu gosto, quem me conhece sabe disso. Filmes reais, enredos verdadeiros. Uma delícia. E ainda tem uma mistura com a História da Argentina. Eu nunca conto as histórias dos filmes, né. E aqui não vai ser diferente. Mas eu diria para você pegar/baixar/alugar esse filme tipo hoje, porque é um grande encontro do cinema com a vida. E isso eu adoro.

até o segredo que eu te escondo é doce como você.

assisto um filme para ficar com o melhor dele em mim.

o mesmo filme.


Às vezes penso que as conversas sem importância, 
nos lugares sem importância, 
foram os momentos mais importantes da minha vida. 

(O mesmo amor, a mesma chuva)

resposta.


Amor é visitar o blog dela para ler o periódico da minha vida.

tipo meditação.

- E como se faz para não pensar em nada?
- Prática.

(Do filme O mesmo amor, a mesma chuva, minha melhor companhia de sábado)

sábado, 10 de setembro de 2011

não esqueça.


o amor é livre, lindo, leve e louco.
para mim, só é amor se for tudo isso.
não interessa o rótulo.
tanto faz se é namorado.
relacionamento sério, brincalhão ou enrolado.
(rima!)
o amor tem que ser tudo isso.
se deixa na calçada algum desses atributos,
entra em casa e deixa de ser amor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sim, amor é.


Amor é quando você sai da minha casa e me deixa as suas manias.
Amor é quando você cuida de mim e eu nem sei o que anda acontecendo.
Amor é quando você não me vê e sabe o que eu visto dentro.

Amor é quando você manda flores de mim para mim mesma.
Amor é quando você existe.

Amor é idiota, é burro e sem cabimento.
Amor é uma coisa que eu nem acreditava tanto assim.

Amor é meio estúpido.
Amor é movimento.

Amor é quando eu pulo no seu colo e faço as pazes com as suas pálpebras que caem.
Amor é quando eu financio suas brigas, compro seus problemas e pago à vista os seus devaneios.

Amor é quando um monte de gente já escreveu o que é o amor, e mesmo assim nunca cansa.
Amor é quando todas as nossas músicas são diferentes.

Amor é quando você confia nos meus maiores sonhos.
Amor é quando você aceita convites que eu ainda nem fiz.

Amor é quando você adivinha as minhas cores, as minhas asas, as minhas pétalas, meus temores.
Amor é quando, mesmo sem um encontro, a gente se visita pelas 7:31.

Amor é tipo você conversar com meus olhos, amor é parecido com dia de ir ao cinema.
Amor é quando a gente não se procurava e teve a doçura de se encontrar.

Amor é meio filosofia, eu acho.
Amor é quando a gente acha que o amor é qualquer coisa que nos faça felizes.

Amor é admitir que precisa do outro, é esperar que você volte, é deixar a porta aberta só por sentir esperança.
Amor é quando até as esperas fazem bem.
Amor é quando a gente tem que aprender isso o tempo todo.

Amor é quando você está aí sorrindo e eu te vejo pela janela.
Amor é quando você é minha janela para mim.

Amor é quando você é meu espelho e meu futuro.
Amor é o seu sorriso dentro das suas camisetas de algodão (que eu amo).

Amor é quando eu resolvo mudar as minhas verdades e deixar você escrever no meu livro.
Amor é quando as suas fotografias decoram as minhas estantes.

Amor é a liberdade que a gente tem. Amor é a natureza da nossa relação.
Amor é tipo um soneto que eu nunca terminei, é tipo um instrumento que eu nunca toquei.

Amor é pensei assim, é me revoltei.

Amor é o manifesto de entender você, amor é o suspiro das histórias que você conta quando senta no chão.
Amor também é quando você me suspira.

Amor é quando você aprende muito mais do que já pensou em poder ensinar na vida.
E marca seus sentidos para sempre com tudo que já viveu ao lado. De quem você ama.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

para poucos. quase nenhum.

(...)

O animal não deve ser medido pelo homem. Em um mundo mais antigo e mais completo que o nosso, eles se movem acabados e completos, dotados com a extensão dos sentidos que perdemos ou nunca alcançamos, vivendo de vozes que nunca alcançaremos. Eles não são irmãos. Não são servos. Eles são outras nações, apanhadas conosco na rede da vida e do tempo, companheiros de prisão no esplendor e labuta da Terra.

Terráqueos 

a hora do encontro é também despedida.

o seu único compromisso amanhã

é brilhar mais do que você já brilha hoje.

sweet dreams.

acho que esquilos comem salada.


A gente espera até amanhã para dizer que quer. Os nossos melhores projetos a gente guarda na gaveta. Os nossos sorrisos mais profundos a gente só entrega de vez em quando. A gente abraça com força apenas quando acha que vai perder. A gente acredita que estará sempre aqui para ver tudo que ainda vai acontecer.

A ginástica fica para o mês que vem. Todo mundo faz isso. Eu deixo a ginástica para o mês que vem desde que eu nasci, detesto ginástica. A gente ouve as melhores músicas e deixa o resto do CD de lado. A gente vai achando que escolhe sempre, tudo. Escolhe o tempo, escolhe o momento, escolhe a cor do dia lá fora. Não. Nem que eu estivesse forever alone na ilha mais deserta do deserto mais deserto (nota mental: lembrar que não existe ilha em deserto) eu escolheria tudo. 

Existe o tempo dos outros. E, olha que bacana, ele não é o mesmo que o nosso. Os outros não sentem as coisas do mesmo jeito que a gente. Não sentem as batidas com o ritmo da nossa filosofia. Demoram mais, demoram menos. São do jeito deles. E a gente tem que entender. 

Mas eu diria mais.

A gente tem que se movimentar a partir disso. E não contra isso. Se a gente for contra, a gente não age com respeito e serenidade. Claro que eu não estou dizendo aqui que a gente tem que virar idiota passivo de tudo que acontece. Não. A gente se movimenta. Se entrega. Olha, observa. E aí?

Chegamos no ponto mais importante. E justamente nele, você foi embora. O problema é que esse era o meu ponto mais importante. Era o meu momento. Era o meu tempo. Você foi embora. Aliás, você nem veio. 

É. O tempo passou. Passamos o tempo. Mudamos até a cama de lugar. Chegou a hora de olhar para o que fizemos. Eu não sei você, mas eu aprendi que esquilinhos comem morangos, que existe uma teoria de um número muito doido que tá em tudo que a gente vê na natureza, que um pedacinho de universo tem em si todo o universo e que quando a gente bate a cabeça tem que colocar gelo (ou ervilhas congeladas, o que aparecer primeiro).

Ah, eu também aprendi a comer salada. Mas isso eu posso garantir que não mudou a minha vida como todas as outras coisas que aconteceram nesses quatro meses. 

bati a cabeça.

confessa que você acreditou em príncipe encantado, história perfeita, um amor ao quadrado, a porta da sua casa abrindo agora e ele dizendo que te ama e que está tudo bem. confessa, vai. e vai dormir, para ver se passa.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

o talvez me atrapalha.


O quanto a gente retorce olhares para que caibam dentro das nossas ilusões. O quanto a gente desconfigura realidades, justificando em nome do amor as nossas percepções. O quanto a gente se acredita ileso de situações que ferem mais que essa batida na minha cabeça de hoje. Sim, virei para o lado e sem querer bati a cabeça. Precisei disso. Bater a minha própria cabeça, no meu próprio banheiro, na minha própria casa (e na minha própria vida), para estacionar os pensamentos. Parar de viajar. 

Doeu. A batida na cabeça doeu, fez um galo e está ridícula. Mas doeu mais ainda me ver um tanto quanto em vão. Ver que eu procurava, sim, novidades nos jornais antigos. Ver que eu procurava notícias de coisas que não aconteceram. Foi bem pertinho dos olhos, a batida. Irônico. O quanto a gente tem que aprender a viver a simplicidade, senão todos os dias nublados serão dias de chuva. A gente não sabe. Enxerga torto, atravessado, pela tangente, quase do avesso. 

Não é uma metáfora. Eu bati a cabeça. Sem beber, sem usar drogas, sem nada disso. Virei e bati. Se tivesse virado para o outro lado, não teria batido. Se tivesse vindo para casa mais cedo, provavelmente não teria batido. Se tivesse vindo mais tarde, tampouco. Bati ali, bem naquele momento, porque era preciso. 

O quanto a gente demora para fechar ciclos na vida, o quanto a vida nos faz sofrer por isso. Não tem troco, o acerto tem que ser diário. O final do dia chega e você precisa prestar contas consigo mesmo do que anda fazendo com a energia que tem. E se o dia termina, você chega em casa e bate a sua própria cabeça, é porque alguma coisa errada está acontecendo. 

os melhores anos da vida são os que ainda não vivemos.

o amor é uma longa viagem cuja volta é mais cara que a ida.

tá errada.


aquela música que diz
"deixa a vida me levar..."
tá errada

deveria ser assim
deixa a minha vida
me levar

se a gente não explica bem
vai saber que vida anda nos levando por aí,
ora bolas.

clarice na cabeceira.

domingo, 4 de setembro de 2011

insight.


Quando eu escrevi essa frase no meu caderno, estava pensando que alguns amores viram poema no sentido de beleza. De estética, de romance. E que outros viram história, mas no sentido de história para contar. Quase história que se foi. Achando que virar poema era lindo. E achando, mais ainda, que virar história não era tanto assim. Mas não me dei conta de uma coisa: não existem histórias apenas para contar... Existem histórias, sim, para se viver. E se um amor virar história, no fundo, é melhor. Porque história a gente vive. 

mudar e?


mudar e dar um tempo.
mudar e esperar.
mudar e metabolizar.
mudar e ficar em casa.
mudar e chorar de vez em quando.
mudar e um pouco de ansiedade.
mudar e procurar respostas.
mudar e desligar o telefone.
mudar e dormir mais cedo.
mudar e andar descalça.
mudar e respirar profundo.
mudar e sentir a verdade
(com calma)
de todas as mudanças.