quinta-feira, 8 de abril de 2010

vanguart.

viciada.


tu corazón va a sanar
va a sanar, va a sanar
y va a volver a quebrarse
mientras le toque pulsar.

deixar. deixar ir...


cada momento em que pareço não entender as coisas
me dá mais vontade de parar e sentir
apenas deixar fluir

talvez eu nem passe a entender
mas eu deixo viver

as coisas não me perturbam mais
não me incomodam mais...

eu simplesmente deixo ir...
pq eu amo tanto tanto o sat chakra?
ando um pouco ausente
estou passeando dentro de mim.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

poucas coisas são mais encantadoras que o sol do outono na beira da praia.
embora quem quase morre esteja vivo
quem quase vive já morreu.

hoje o quase não me serve mais...
para nada.

terça-feira, 6 de abril de 2010

poeminhas bacanas

LEMINSKI/ando...

Meu poema
é assim
engulo as vírgulas
como os pontos
reticências
a vida
se
encarrega
de nos
dar
as aspas

Maria Chirlene Oliveira

um pouco do muito.

um pouco surpresa
muito feliz

um pouco em cada canto
muito por inteiro

um pouco inquieta
muito pensativa

um pouco com medo
muito é o risco

um pouco descoberta
muito na hora certa
pequenos grandes gestos.

domingo, 4 de abril de 2010

acho que alguém estou inquieta.

ontem eu ouvi...

tudo bem se não deu certo
eu achei que nós chegamos tão perto
mas agora com certeza eu enxergo
que no fim eu amei por nós dois...

disse tudo.

o leo colocou no blog da filosofia aplicada...
e eu tive que colocar aqui também.


Definitivo, como tudo o que é simples.

Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido?

A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!!!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.

O sofrimento é opcional.
 
Carlos Drummond de Andrade
ai,
me tira daqui
me leva pra porto.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

quien no lo sepa ya
lo aprenderá de prisa:
la vida no para,
no espera, no avisa.

inoportuna, jorge drexler