sábado, 16 de junho de 2012

só isso.


a gente compartilha uma vida. um momento. um olho inchado e um pedido desculpas. a gente compartilha uma viagem. uma música, ou metade dela.

a gente pode compartilhar protetor solar, bicicleta de dois lugares. 

a gente compartilha a dor, a miséria, um casaco novo, o guarda-chuva. a gente compartilha a piscina do condomínio, um pacote de salgadinhos. 

a gente pode compartilhar o trabalho, a escova de cabelo, um sonho, e mais um. e até um pesadelo.

a única coisa que a gente não pode compartilhar é o fim. 
o fim é individualista. é nosso. filho único, apegado.
temos que viver os finais um a um. devagar.
sozinhos.

a gente pode compartilhar até a cama, o travesseiro.
mas a gente não pode compartilhar as mortes que vive dentro, porque precisa muito delas para renascer melhor. 

só a justa medida do tempo dá a justa natureza das coisas.

raduan nassar.

o que se adia não será cumprido depois.

carpinejar.

meu telefone está com problemas. ele fica querendo te ligar o tempo todo.

"a gente tem que amar para transbordar, e não para preencher."

faça um acordo com você: às vezes, pare de pensar.

oscar wilde.

"uma pessoa pode viver por anos às vezes sem viver realmente,
e então a vida chega de repente em apenas uma hora"

a paz do indivíduo é a paz do mundo.

vitor ramil.
como un pájaro libre de libre vuelo,
como un pájaro libre así te quiero.

tem coisas que o universo quer dar só para você.

vai lá e pega, oras.

a gente colhe a verdade certa no exato momento em que precisa.

se não causou uma revolução, não era amor.

love indeed.


precisa muito tempo para a gente desapegar das histórias que inventa.