ti darei gli occhi miei per vedere ciò che non vedi
l'energia, l'allegria per strapparti ancora sorrisi
dirti sì, sempre sì e riuscire a farti volare
dove vuoi, dove sai senza più quel peso sul cuore
renato zero, nei giardini che nessuno sa
sábado, 30 de janeiro de 2010
nei giardini che nessuno sa.
oups!
Procure no fundo de seu coração
A maneira de você ser melhor para si,
E não querer ser melhor que os outros.
OUPS!
O Mensageiro do Planeta Coração
back (!)
"on my way back home..."
lonley people, america
lonley people, america
nunca.
Nunca, como hoje,
Eu fiquei tanto tempo sem respostas.Nunca.
Nunca, como hoje,
Fiquei tão surpresa.
O ar nunca faltou em mim com tanta intensidade.
O mundo nunca desabou assim aos meus pés.
As minhas escolhas nunca foram tão difíceis.
Nunca foi tão difícil sofrer.
Nem chorar...
Nunca foi tão difícil chorar.
A vida se divide entre tudo que ficou para trás,
E o dia de hoje.
Entre tudo que eu fiz, escolhi, disse, falei.
E o dia de hoje.
Mas nunca,
Como hoje
Foi tão difícil
Esperar pelo amanhã.
sobre solidão.
pare para pensar:
nos melhores momentos de sua vida,
você estava sozinho?
do filme amor sem escalas,
momentos de reflexão.
nos melhores momentos de sua vida,
você estava sozinho?
do filme amor sem escalas,
momentos de reflexão.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
quebra-cabeças
afinal,
quem quer jogar um quebra-cabeça de duas peças?
quem quer jogar um quebra-cabeça de duas peças?
jogo das bolinhas
viciada no jogo das bolinhas...
(ou simplesmente nada para fazer nesta linda noite de quinta)
(ou simplesmente nada para fazer nesta linda noite de quinta)
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
pra me salvar...
carpinejar!
O sonho apenas me mostra o quanto sou analfabeto emocional.
Não havia compreendido nada do que senti no dia anterior.
4:13 AM Jan 26th from web
O sonho apenas me mostra o quanto sou analfabeto emocional.
Não havia compreendido nada do que senti no dia anterior.
4:13 AM Jan 26th from web
o que pode acontecer?
qualquer coisa pode acontecer
mas eu posso levantar e gritar bem alto
enquanto eu vivi, eu fiz acontecer.
mas eu posso levantar e gritar bem alto
enquanto eu vivi, eu fiz acontecer.
dores... e dores...
deve doer ver que alguém vai lá e faz
o que a gente nunca teve coragem nem de imaginar...
o que a gente nunca teve coragem nem de imaginar...
formas
moldes, fotos, projetos
amigos, risadas, caronas
trabalho, carinho, perfume de tecidos
a vida está tomando outra forma
e é uma forma que eu gosto mais ainda
uma forma de ser sozinha, mas completa
inteira, realizada
uma forma de assumir que eu sou o que eu sou
e não o que alguém acha ou fala
leveza, sinceridade, transparência
amor e respeito
vai dizer que não é uma boa forma?
ensinamentos
agora lembrei de um dos ensinamentos da dory,
em procurando nemo...
"continue a nadar,
continue a nadar...
nadar
nadar
nadar!"
em procurando nemo...
"continue a nadar,
continue a nadar...
nadar
nadar
nadar!"
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
o cinema de meus olhos.
O bom e o mau fã
Ser bom fã não é só gostar de ir ao cinema. (Cf.: O sertanejo é, antes de tudo, um forte). É preciso também saber ir ao cinema. O sujeito, por exemplo, que senta muito longe da tela, tem para mim o estigma do mau fã. A dignidade é sentar nas dez primeiras filas, variando a distância conforme o cinema a que se vai. No Metro, a boa fila é a quinta. Distância justa, a imagem bem no foco visual; perfeito. Já no São Luís gosto mais da terceira. São coisas. Agora: da décima fila para trás é positivamente indigno. Esses sujeitos então - a não ser em casos de força maior - que sentam lá nas cadeiras do fundo, me dão sempre uma impressão suspeita de que vieram ali para fazer quinta-coluna. Há, desses, uns fabulosos. Primeiro, se instalam para acomodar a vista. Pouco a pouco vão saltando, tal salmões, ao sabor das tentativas escusas junto às nereidas solitárias, até as filas da frente. Aboletam-se por várias vezes ao lado de inúmeras senhoras. Agora, o grande traço do mau fã é falar no cinema. O indivíduo, ou indivídua, que fala dirante a projeção, merece a forca. E os há de variegadas espécies. Há os que lêem alto os letreiros, e esses são a peste. Há os sonambúlicos, que murmuram contra o vilão, torcem pelo "mocinho", avisam o herói do perigo que o espreita, engrolam pequenas frases a propósito de determinadas atitudes da heroína. São fãs idióticos, menos cacetes, às vezes até gozados. No entanto, dentro do tipo em epígrafe, o mais irritante é o que chuchota histórias que nada têm a ver com o que está se passando ali. É uma especialidade de mulheres, que vão com as amigas ao cinema, para fazer hora. "Porque dona fulaninha disse, patatá-patatá, nhé-nhé-nhé, au-au-au, ela está com um vestido, minha filha, um amorrr!" Aí a gente vira a cabeça para trás, olha a faladeira, pensa mal dela, pigarreia e volta à posição normal. O cacarejo se smorza, mas é por pouco tempo. Mulher tem uma facilidade fabulosa para passar por cima dessas coisas. É um animal de repetição. Se possui o mau hábito de não ter o dinheiro pronto na hora de saltar do ônibus, repeti-lo-á para o resto da existência. É inútil. Trinta e duas pessoas com pressa que esperem. Outro mau fã de grande vulto é o que senta nas cadeiras da esquerda ou da direita, ficando de três quartos para a tela. São sujeitos que têm vocação para tabela. O chupador de caramelos é outro. É tchoc, tchoc, tchoc no ouvido da gente, como se estivesse andando na lama ou coisa parecida. O fã cuidadoso para desembrulhar balas também é um errado. O barulho do papel desembrulhado devagar é muito mais irritante que o de desembrulhar rapidamente e acabou-se a questão. E os casais enamorados, que desgraça! "Você gosta de mim?" "Gosto" "Mas gosta mesmo?" "Mesmo!" "Muito?" Muito!" "Mas jura?" "Juro, juro e juro, pronto, tá satisfeito?" Depois, dois suspiros fundos como os cariocas no último jogo com os paulistas (eu sou carioca, vejam lá!) . E recomeça: "Mas você gosta mesmo?... Etc...".
A fauna é grande. Poderia citar muitos outros casos. Mas percebi, de repente, que nada disso tem a menor importância diante da lua que está no céu. Preciso apagar a luz, ficar quieto vendo a lua. Sou um bom fã de cinema, mas muito maior da lua. Hoje ela está cheia e ausente, imparticipante. Me perderei de tudo, olhando a lua.
Vinicius de Moraes, 1943
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