sexta-feira, 9 de julho de 2010

surpreendente.

admiro a rapidez com que você me esqueceu.

de novo e sempre.

entregar-se.

pare de pensar. entregue-se pra valer.

canalha!

É um defeito, mas nada mais delicioso do que ouvir de uma mulher: "CANALHA!"

Ser chamado de "canalha" por uma voz feminina é o domingo da língua portuguesa. O som reboa redondo. Os lábios da palavra são carnudos. Vontade de morder com os ouvidos. Aproximar-se da porta e apanhar a respiração do quarto pela fechadura.

Canalha, definitivo como um estampido, como um tapa. Não ser chamado de canalha pela maldade, mas por mérito da malícia, como virtude da insinuação, pelo atrevimento sugestivo. Não o canalha canalha, mas o ca-na-lha, sem repetição. Único. Irrepetível. Não o canalha que deixa a mulher, o canalha que permanece junto. O canalha adorável que ultrapassou o sinal vermelho para levá-la. O canalha que é rude, nunca por falta de educação, para acentuar a violência do amor. Canalha por opção, não devido a uma infelicidade e limitação intelectual. Canalha em nome da inteligência do corpo.

O canalha. Como um elogio. Um elogio para dizer que é impossível domesticar esse homem, é impossível conter, é impossível fugir dele. Canalha como pós-graduação do "sem-vergonha".

Bem diferente de crápula, que não é sensual e define o mau-caratismo indelével, ou do cafajeste, alguém que não presta nem para ser canalha, de índole egoísta e aproveitadora.

Eu me arrepio ao escutar canalha. Um canalha que significa o contrário do dicionário. Nem perca tempo consultando o Aurélio e o Houaiss, que não incluem o sentimento da pronúncia. Estou falando do canalha que suscita aproximação, abraço, desejo. Um canalha que é um pedido de casamento entre as vogais.

É pelas expressões que se define a segurança masculina. Sempre duvidei de homem que diz que vai fazer xixi. Xixi é coisa de criança. Eu não represo a gargalhada quando um amigo adulto e de vida feita comenta que vai fazer xixi. Imagino o cara sentado. Infantil, como Ivo viu a uva. Já urinar é muito laboratorial. Prefiro mijar, direto, rápido e verdadeiro. As árvores mijam. Os relâmpagos mijam. Os cachorros mijam para demarcar seu território. Aliás, o correto é não anunciar, ir ao banheiro apenas, para evitar constrangimentos vocabulares.

Canalha funciona como uma agressão íntima. Uma agressão afetuosa. Uma provocação. Não se está concluindo, é uma pergunta. Canalha é uma interrogação gostosa.

Não ficarei triste se esquecer meu nome, chame-me de canalha.

Adorável Canalha - Carpinejar

conversa de botas batidas.

a amor já desvendou nosso lugar
e agora está de bem

depois da madrugada.


finjo que não lembro para que não enxergues a fragilidade do que sinto.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

europa faz tempo.





começando a relembrar lugares para voltar.
(bergamo, italia)

hoje é sempre o melhor dia.


hoje almocei num lugar inesperado com uma das pessoas mais especiais da minha vida. caminhar no sol, olhando as ruas. caminhar nas ruas, olhando o sol. sapatilhas de ballet que me trazem boas lembranças. um chá quentinho para aquecer o coração. sapatilhas de ballet para aquecer o coração. um olhar em paz que me traz boas lembranças. porto alegre, cidade baixa, casas coloridas e antigas. ruas cheias de graça. paz em olhar, serenidade em escolher, aprendendo a aprender. que hoje é sempre o melhor dia para se viver.

a tal felicidade.

há gente que planeja tanto sua vida que é capaz de
não aceitar felicidade que não foi convidada. (carpinejar)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

você saltaria no maior bungee-jump do mundo?

Blaukrans Bridge, África do Sul, 216 metros.
Coming Soon...

walk alone.

às vezes fechar os olhos para fora é abri-los para dentro.

uma boa resposta.

perguntei a um amigo: por onde você anda?
e ele me respondeu: por onde você voa?

e eu adorei.

brincadeirinha.


algumas palavras me fazem imaginar muitas percepções. uma delas é deixa. ah, deixa vai... deixa pra lá. deixa que eu faço. não deixa pra depois! deixa eu ver... deixa assim. deixa de ser. deixa de pensar. será que vai me deixar? deixa simplesmente ser. deixa de lado. deixa eu ler! deixa que eu vou. deixa... que eu não vou. deixa eu ouvir isso melhor. deixa ela falar. deixa de sentir. deixa. deixa a vida me levar, deixa eu sair daqui. hm... deixa... deixou?

quarta-feira, 7h10min.

porque surpresa boa nem precisa ter hora pra acontecer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

diretamente do tholl.


escrevo ainda emocionada. muito emocionada. acabei de vivenciar um dos shows, espetáculos, peças, tudo junto, sei lá o que… da minha vida. acabei de chegar do Theatro São Pedro (um dos lugares que mais me enchem de alegria no mundo), onde assisti Exotique, do Circo Tholl. a emoção me faz escrever. me faz querer guardar cada brilho dos movimentos na lembrança. me peguei sorrindo feito criança. ouvindo, virando para enxergar melhor. curtindo. simplesmente curtindo aquele momento. ficam as cores, as luzes, os malabarismos, as fantasias. fica aqui a sensação de que sim, a vida é mesmo incrível, e sim (mais ainda) ela é feita de momentos, que unidos formam nossos dias, nossos tempos. fica a sensação gostosa de passar bem o tempo, sentir arrepios, encontrar um olhar. a alegria pode estar em tudo, mas se não estiver dentro de nós, de fato ela nem existe.

e a gente tem que aproveitar mesmo cada momento como se fosse o último. porque um dia a gente acerta.