domingo, 7 de novembro de 2010

só o beco salva (?)


Alguns questionamentos filosóficos sobre o comportamento masculino na noite. 

1. Se a gente conversa, significa que vamos ter que beijar você depois de duas frases? 
2. Se a gente não conversa, somos antipáticas? 
3. Se a gente conversa e não beija, somos doidas? 
4. Vocês querem o quê????? 

A gente acha assim: carinha, se a gente tá a fim de você, a gente vai, antes de mais nada, OLHAR VOCÊ. Ponto. Então, seguindo a adorada lógica, se a gente não olhou, você não pode tirar conclusões ainda. Mais um passo à frente, vamos lá: não chegue beijando-apertando-segurando-incomodando-falando-encostando ou qualquer outro ando desse tipo sem ter alguma conclusão. Ou um olharzinho que seja, pelo menos. 

A gente acha assim também: a gente adoraria conversar muito numa noite. Mas a gente quer dançar. Mais que conversar. A gente quer rir muito, falar besteira entre amigas, curtir. Só isso. O nosso objetivo na festa NÃO É VOCÊ. Nem agarrar você, nem saber o seu grau de escolaridade, nem o que você acha das vacas, nem o quanto você é maduro, independente e fã do restart. A gente simplesmente quer se divertir. Será que fui clara? 

Bom, para finalizar, se no meio disso tudo, a gente quiser algo a mais, não se preocupe: VOCÊ VAI SABER DISSO. Trabalha e confia.

(duplamente revoltadas: marilene e maria linda)

paul.


assim como milhares de pessoas em porto alegre,
hoje eu vou ver o paul.
e não consigo dizer mais nada. 

sábado, 6 de novembro de 2010

devaneios noturnos.


Eu andei pensando sobre as palavras mudança e transformação. 

Mudança tem a ver com sair de uma condição, assumir outra. Trocar o estado em que se encontra para outro, talvez uma zona de conforto por uma de super alto impacto. Poderia ser sempre isso. No dicionário tem alguma coisa sobre "desfigurar" (Realmente tem gente que muda e fica parecendo desfigurada. Mesmo.) Eu particularmente gostei de "retirar da posição em que estava, remover". Agora sobre transformar. Tem a ver com "tomar uma nova feição ou caráter". Tudo a ver com alterar-se. Parece tudo a mesma coisa. Fim da primeira parte. 

Bom, aí eu estava deitada, muito cansada, tentando dormir e não conseguia. Eu pensando sobre o quanto as mudanças e as transformações são a mesma coisa, mas algo me dizia que elas não tinham nada a ver. Como assim? Eu pensei em quantas vezes eu já mudei na vida, e quantas outras eu já me transformei. Começando pelo  som das próprias palavras, transformar ganha sem qualquer esforço. É mais bonita, mais cheia de graça. Mudar me dá a sensação de ter que jogar a casa fora e reconstruir do zero. E justamente essa sensação que não me deixava dormir. 

Mudança tem gosto de coisa radical. "Eu preciso mudar tudo". Essa frase se diz muito por aí. Quase nunca as pessoas precisam mudar só um pouquinho. Quando a gente fala em mudar, sempre é muito. É tudo. Ou a gente tenta que seja. E transformar não. Apesar de ser uma palavra muito menos usada que a sua oponente literária nesse humilde texto, transformar para mim é tipo mexer com detalhes. É tipo parar de pensar no todo que deve ser mudado, e ir transformando em doses homeopáticas. É rever a velha casa no dia a dia, mas sem ter que reconstruir a estrutura. Até porque obra grande sempre dá problema. Fim da segunda parte.

E sobre o quanto eu já mudei? Menos do que gostaria, eu acho. Mas a perfeição não é meu céu. Se eu pudesse ver de cima os meus desejos nessa vida, encheria-os de transformar. Ser diferente sem deixar de ser o que se era. Fazer outra coisa sem ignorar o que se foi. Ter um novo namorado sem esquecer o quanto aquele "velho" me fez feliz. Fazer uma nova viagem sem deletar do pensamento as antigas paisagens. Seria isso. 

Trazer mais felicidade para a vida a partir de pequenas (e por isso belas) transformações.  

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ah!

meu blog fez um ano. que tri. parabéns pra mim.

é verdade.


super desconfio de quem não toma café. desconfio também de quem não come chocolate, não se encanta por um livro, uma poesia, uma história de amor. duvido de quem não sente vontade de dormir até tarde de vez em quando, de quem não gosta de caminhar no sol, de quem não gosta de caminhar na vida. desconfio de quem deixa tudo pra depois, de quem nunca cumpre uma palavra, de quem mente para si mesmo. não acredito em quem sorri com hipocrisia, em quem não ama uma risada de criança, em quem não está por aí para compartilhar. me questiono sobre quem não grita cantando beatles, quem não queria aprender a surfar (uhu), quem nunca tentou fazer um bolo e não deu certo, sobre quem vive procurando sentido nas coisas, mesmo sabendo que quanto mais procura menos enxerga quanto sentido todas elas têm. suspeito de quem vive sozinho, de quem não sente saudades, de quem não liga para os amigos para dar oi e mudar os planos. desconfio de quem não tem intensidade, valor, sensibilidade. porque eu acredito é nessas coisas... sempre e de verdade. 

e bom dia.

eu estarei aqui
e eles achando
que foram.

declare-se.


declare seu amor. siga o vento e o que ele tem a dizer. pegue no ar as palavras que saem de outro coração. sinta o calor num abraço. declare seu amor, beije alguém na testa, diga que você não vive tão feliz sem essa pessoa por perto. escolha o momento certo. cante com alegria. toque no céu. e não deixe de se abrir: para declarar o seu amor. 

foto.


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

um pouco de marketing.

eu já tinha comentado sobre o livro "a hora da verdade". acabei lendo esse artigo no portal cidade marketing e achei muito tri. tem muita coisa que eu penso nesse artigo, sobre usar as oportunidades de contato com o cliente para fidelizá-lo e não ficar criando programinhas de "almoce aqui todo dia e ganhe mais um almoço igual a todos os outros". eu fui menos sutil, mas... deu pra entender. 



Como lidar com a insatisfação do cliente?
Saber lidar com a insatisfação do seu cliente pode ser uma ótima oportunidade de fidelizá-lo.


Existem dois tipos de empresas: as que treinam seus funcionários para detectar a insatisfação do cliente e aquelas que os preparam para lidar com essa situação. Sua empresa faz parte de qual grupo? Pense bem antes de responder, pois a segunda opção parece fácil na teoria, mas é extremamente complexa na prática. Parece óbvio dizer para investir em treinamento e na autonomia do pessoal de "linha de frente". Jan Carlzon, em seu excelente livro "A Hora da Verdade", já defendia essa tese há anos.

Mas a verdade é que as pessoas se tornam especialistas em somente detectar "palavras-chave" que indicam insatisfação como: "erro", "inaceitável", "incompetente", "decepção", "furioso", "reclamação" ou frases de alerta como: "Estou muito bravo", "Eu exijo uma explicação", "Quero um pedido formal de desculpas", "É uma falta de respeito", "O erro foi seu", "Vou processar", etc.

Será que é tão difícil imaginar que, por trás dessas palavras, "provavelmente" deve haver um problema?

E não adianta pensar: "Minha empresa não precisa disso". Bem, você até pode ter um alto índice de satisfação e recompra, mas o trabalho deve ser contínuo.Lembre-se que se o cliente está reclamando é porque acredita que você tem potencial para resolver o problema. Se ele não acreditasse, simplesmente não voltaria a comprar.

A Disney é um case incrível de como lidar com a insatisfação do cliente. Após uma pesquisa para saber o porquê das pessoas deixarem de comprar um produto ou serviço,eles chegaram a seguinte conclusão:

1% Por motivo de falecimento 
2% São influenciados por amigos
3% Mudam de endereço
3% Por outros motivos
9% (APENAS!) São atraídos pela concorrência
14% Insatisfeitos com o produto
68% Pela atitude de indiferença por parte de um funcionário

Portanto, repense (principalmente o pessoal do Depto. de Vendas) quando disser que seu share de mercado encolheu porque a concorrência "roubou" seus clientes. Vale a pena fazer uma auto análise com os "pés no chão" para conhecer as reais razões e (mais importante) resolver a insatisfação dos seus consumidores. A "chave" pode (e vai) estar no fator humano.

A Disney investe muito em treinamento e na alegria dos seus funcionários. Pode parecer piegas, mas ela acredita realmente que "pessoas-funcionários felizes farão pessoas-clientes felizes". Bem, não é à toa que 70% das pessoas que visitam a Disney retornam. E não pense que reclamações de clientes só têm o lado ruim. De acordo com Philip Kotler, "dos clientes que reclamam, entre 54% e 70% voltarão a fazer negócios com a empresa se seu problema for resolvido. O percentual chega a incríveis 95% se forem atendidos rapidamente." 

Que excelente oportunidade de fidelização, não?!

Com base nisso, seguem 5 dicas de como lidar com a insatisfação de um cliente:

1. Reconheça
Uma empresa que reconhece que tem coisas erradas e trata do problema de maneira eficaz pode, muitas vezes, transformar a decepção em lealdade. Em outras palavras, só porque as coisas vão mal, não significa que você perdeu aquele cliente. Reconhecendo o problema você demonstra que realmente se preocupa, e muitos vão responder positivamente. Aliás, esse é um bom momento para medir a verdadeira força de seus relacionamentos com clientes.

2. Dê poder à linha de frente
Raramente encontramos a palavra "empowerment" implementada na sua totalidade. Ainda mais em empresas brasileiras, onde a hierarquia, o paternalismo e os chefes (ao invés de líderes) ainda dominam o ambiente corporativo. Entretanto, quando bem utilizado, nada é mais capaz de resolver uma situação difícil do que ter a solução no primeiro ponto de contato do cliente. Responda a pergunta abaixo e saiba o quanto sua empresa aposta na autonomia e poder do pessoal de linha de frente: Quanto eles poderiam gastar ou autorizar, sem a validação prévia da gerência?

Saiba que a cadeia de hotéis de luxo Ritz-Carlton autoriza seus funcionários a gastar até 2 mil dólares para resolver o problema de um cliente ou lidar com uma reclamação sem precisar da permissão de um gerente. ISSO é empowerment!

3. Ouça e prepare seus funcionários
Quais são as coisas que normalmente decepcionam seus clientes? 
Por que não pesquisar entre seus colaboradores e identificar problemas típicos ou regulares, e, em seguida, desenvolver idéias e soluções para resolvê-los? 
Quem sabe aproveite a ocasião e crie incentivos, premiações e reconhecimento.
Depois de levantar as melhores contribuições, treine-os, implante processos e sistemas para lidar com a decepção.

4. Encare o problema de frente
As organizações bem sucedidas "olham" para a insatisfação. Elas não esperam pelas reclamações, mas saem e vão encontrá-las! 
Talvez essas empresas tenham mais insatisfações do que outras, pois estão sempre perguntando por elas.
Hoje em dia, com o alcance das redes sociais, por exemplo, é melhor que o cliente reclame direto com você. De outra forma, o estrago pode (e vai) ser muito maior.

Pode parecer estranho, mas quanto mais fácil você torna o processo de reclamações, mais passa a imagem que está apta e disposta a resolver.

5. Apenas lide com ela
Então vá em frente, você sabe que isso faz sentido e é parte dos negócios. Insatisfação? Aprenda a olhar e lidar com ela! Você pode se surpreender com os (bons) resultados!

Autora: Gabriela Otto Nessy
Blog da autora: http://gabrielaotto.blogspot.com/
Acesso: http://www.cidademarketing.com.br/2009/ar/95/como-lidar-com-a-insatisfao-do-cliente.html

temperaturas.


está calor lá fora.
e está muito quente aqui dentro.

devora mais rápido.


a hipocrisia mais sutil é a que mais me assusta.
e é também a que devora mais rápido.

fotografia.


o curso de fotografia acabou. eu aprendi o que é um diafragma, um obturador. para o marcinho é tudo a mesma coisa, como ele disse no feriado. mas enfim, o importante é que eu andei pelo sol procurando um lugar legal para a minha lata de omo, fiz amigos, conheci gente mega diferente de mim, e mega mais legal também. curti cada momento, cada descoberta. simples e incrível. como essa tal de vida que a gente tá aí pra viver. maravilhosa. 

sempre aprendendo.

aprendizado do feriado:

se a gente não ficar do lado da prancha, vem uma onda, ela surta e bate diretamente no nosso nariz. e dói de verdade.

desconfio de olhos fechados.


ele é tipo bicho do mato. 
muitas vezes estrela do mar. 

meio gente que nem sabe por onde anda.
dele eu desconfio, 
mas de olhos (bem) fechados. 

ele é tipo alguém que sufoca a pele, 
que gasta o coração. 

não tem endereço, 
vive de mundo, 
se alimenta da falta de rotina. 
do mar e das estrelas. 

sempre sem hora pra chegar 
(coisa que eu adoro), 
diz que vem vindo. 

sempre demora. 

ele é tipo bicho do mar. 
talvez estrela do mato. 

é alguém que me tira do sério, 
me deixa furiosa, 
me leva pra longe,
me faz viajar. 

morava nos meus sonhos, 
agora dorme junto a eles.

ele demora. 
e sempre tem que ir embora. 

bendita hora, 
justo agora,
história sem fim.

aqui não há espaço para ele. 
talvez nem para mim.