terça-feira, 6 de julho de 2010
vivo dias de espetáculos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
amar.
alguém para amar sem limite. amar e apenas amar. amar e sentir-se amado. amar e não precisar de certeza, porque o amor por si já é beleza. amar e não querer saber que horas você chega, porque a sensação de você em mim nunca foi embora. amar e não fazer planos, porque esse amor tem a certeza de tudo. amar e ouvir os sons ao meu redor, com a simplicidade que apenas os amantes conhecem. amar e não esquecer do meu amor, amor de mim para mim. amar sem explicações, sem recordações, amar simplesmente porque decidi amar naquele instante. naquele momento, momento presente. amar porque é o amor o que de mais nobre existe por dentro. o que de mais belo podemos dar. amar porque é no amor que reside a pureza de viver, a clareza para pensar, a realidade de ser.
domingo, 4 de julho de 2010
boa noite.
que minha solidão me sirva de companhia
que eu tenha a coragem de me enfrentar
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
(clarice lispector)
sábado, 3 de julho de 2010
the ugly truth.
- o que a gente faz para encontrar o amor?
- para de procurar.
super filme. super verdades. relacionamentos, mentiras, verdades, homens não mudam, mulheres são neuróticas. super filme mesmo.
será que estou olhando para o lado errado?
sexta-feira, 2 de julho de 2010
fazem, fazem, fazem.
enquanto muitos fazem amor, fazem sucesso, fazem uma soneca, fazem as unhas, fazem cafuné. alguns fazem café, fazem a gente ficar até mais tarde, fazem a gente se apaixonar. também fazem a barba, fazem comida, fazem e às vezes nem sabem direito o que fazem. existem os que fazem as malas, as pazes, barulho, fazem de tudo. tem os que fazem de conta, os que fazem o que ninguém imaginava. os que simplesmente vão lá e fazem qualquer coisa que tenha que ser feita. tem os que fazem diferença, tem os que se fazem ausência. alguns fazem livros, outros fazem história. alguns fazem de tudo, mas é como se não tivessem feito nada. todo mundo tá sempre fazendo alguma coisa, até porque não fazer nada também é alguma coisa. fazem samba, fazem carnaval, nem terminam uma coisa e já começam a fazer outra. nessa confusão toda, agora, a única coisa que eu faço é silêncio.
ser leve...
é preciso ser leve como o pássaro, e não como a pluma. (paul valéry)
é preciso ser leve como uma brasa, não como uma chama. leve como um aceno, não como um grito. leve como uma horta, não como um jardim. leve como um livro, não como uma página. leve como um poema, não como um verso. leve como uma duna, não como o vento. leve como um vestido, não como um lenço. leve como o cristal, não como o vidro. leve como o pão, não como a migalha. leve como o temporal, não como o relâmpago. leve como o varal, não como o casaco. leve como o telhado, não como a telha. leve como uma árvore, não como o fruto. leve como o caroço, não como o inseto. leve como as mãos, não como a aliança. leve como o mar, não como a espuma. leve como uma geada, não como a nuvem. leve como o vinho, não como a fumaça. leve como a ofensa, não como o relógio. leve como o clarão, não como a lâmpada. leve como a pá, não como a faca. leve como o cavalo, não como a lã. leve como o armário, não como a gaveta. leve como o moinho, não como o chapéu. leve como o rosto, não como o pente. leve como o mel, não como as abelhas. leve como a rocha, não como a erva. leve como uma varanda, não como a janela. leve como a voz, não como o silêncio. leve como a meia-noite, não como o meio-dia. leve como a despedida, não como a volta. leve como uma casa, não como um quarto. leve como as córneas, não como as moedas. leve como um corredor, não como um quadro. leve como uma escada, não como um degrau. leve como uma mesa, não como o prato. leve como o caráter, não como a opinião. leve como uma fome, não como o apetite. leve como o desejo, não como a vontade. leve como o amor, não como a paz. leve como o corpo, não como o sangue. leve como uma porta, não como um pêndulo. leve como o inverno, não como o verão. leve como a confidência, não como o segredo. leve como a alegria, não como a euforia. leve como a memória, não como a papoula. leve como o balanço, não como a corda. leve como a insistência, não como a dúvida. leve como um casal, não como a solidão. leve como a boca, não como a língua. leve como a música, não como a palavra. leve como a migração, não como o pássaro. leve como o ninho, não como o ramo. leve como a pata, não como a asa. leve como uma cicatriz, não como o traço. leve como o espanto, não como a reza. leve como o medo, não como um morto.
é preciso ser denso para ser leve.
fabrício carpinejar.
upside down.
eu ando assim.
aceitando, revendo, olhando, pensando, silenciando....
é tanta coisa que sempre esteve bem aqui. e eu simplesmente não vi.
(e docemente caminhando pelas ruas do bom fim)
quinta-feira, 1 de julho de 2010
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