domingo, 11 de setembro de 2011

o mesmo amor, a mesma chuva.

El Mismo Amor, la Misma Lluvia
Juan José Campanella, Argentina, 1999


Sabe aquele filme incrível do diretor Juan José Campanella chamado O Segredo dos Seus Olhos? Sabe aquele casal super bacaninha do filme? Pois sim, essa história começou beeeeem antes. E esse é o filme: O Mesmo Amor, A Mesma Chuva.


Doce, suave, cheio de emoções e cheio de amor. Mas amor real, sabe? Que dá pra tocar, que confunde. Amor viável. Eu diria isso. Amor que dá para realizar, que qualquer um poderia ter vivido entre nós por aqui. São esses filmes que eu gosto, quem me conhece sabe disso. Filmes reais, enredos verdadeiros. Uma delícia. E ainda tem uma mistura com a História da Argentina. Eu nunca conto as histórias dos filmes, né. E aqui não vai ser diferente. Mas eu diria para você pegar/baixar/alugar esse filme tipo hoje, porque é um grande encontro do cinema com a vida. E isso eu adoro.

até o segredo que eu te escondo é doce como você.

assisto um filme para ficar com o melhor dele em mim.

o mesmo filme.


Às vezes penso que as conversas sem importância, 
nos lugares sem importância, 
foram os momentos mais importantes da minha vida. 

(O mesmo amor, a mesma chuva)

resposta.


Amor é visitar o blog dela para ler o periódico da minha vida.

tipo meditação.

- E como se faz para não pensar em nada?
- Prática.

(Do filme O mesmo amor, a mesma chuva, minha melhor companhia de sábado)

sábado, 10 de setembro de 2011

não esqueça.


o amor é livre, lindo, leve e louco.
para mim, só é amor se for tudo isso.
não interessa o rótulo.
tanto faz se é namorado.
relacionamento sério, brincalhão ou enrolado.
(rima!)
o amor tem que ser tudo isso.
se deixa na calçada algum desses atributos,
entra em casa e deixa de ser amor.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

sim, amor é.


Amor é quando você sai da minha casa e me deixa as suas manias.
Amor é quando você cuida de mim e eu nem sei o que anda acontecendo.
Amor é quando você não me vê e sabe o que eu visto dentro.

Amor é quando você manda flores de mim para mim mesma.
Amor é quando você existe.

Amor é idiota, é burro e sem cabimento.
Amor é uma coisa que eu nem acreditava tanto assim.

Amor é meio estúpido.
Amor é movimento.

Amor é quando eu pulo no seu colo e faço as pazes com as suas pálpebras que caem.
Amor é quando eu financio suas brigas, compro seus problemas e pago à vista os seus devaneios.

Amor é quando um monte de gente já escreveu o que é o amor, e mesmo assim nunca cansa.
Amor é quando todas as nossas músicas são diferentes.

Amor é quando você confia nos meus maiores sonhos.
Amor é quando você aceita convites que eu ainda nem fiz.

Amor é quando você adivinha as minhas cores, as minhas asas, as minhas pétalas, meus temores.
Amor é quando, mesmo sem um encontro, a gente se visita pelas 7:31.

Amor é tipo você conversar com meus olhos, amor é parecido com dia de ir ao cinema.
Amor é quando a gente não se procurava e teve a doçura de se encontrar.

Amor é meio filosofia, eu acho.
Amor é quando a gente acha que o amor é qualquer coisa que nos faça felizes.

Amor é admitir que precisa do outro, é esperar que você volte, é deixar a porta aberta só por sentir esperança.
Amor é quando até as esperas fazem bem.
Amor é quando a gente tem que aprender isso o tempo todo.

Amor é quando você está aí sorrindo e eu te vejo pela janela.
Amor é quando você é minha janela para mim.

Amor é quando você é meu espelho e meu futuro.
Amor é o seu sorriso dentro das suas camisetas de algodão (que eu amo).

Amor é quando eu resolvo mudar as minhas verdades e deixar você escrever no meu livro.
Amor é quando as suas fotografias decoram as minhas estantes.

Amor é a liberdade que a gente tem. Amor é a natureza da nossa relação.
Amor é tipo um soneto que eu nunca terminei, é tipo um instrumento que eu nunca toquei.

Amor é pensei assim, é me revoltei.

Amor é o manifesto de entender você, amor é o suspiro das histórias que você conta quando senta no chão.
Amor também é quando você me suspira.

Amor é quando você aprende muito mais do que já pensou em poder ensinar na vida.
E marca seus sentidos para sempre com tudo que já viveu ao lado. De quem você ama.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

para poucos. quase nenhum.

(...)

O animal não deve ser medido pelo homem. Em um mundo mais antigo e mais completo que o nosso, eles se movem acabados e completos, dotados com a extensão dos sentidos que perdemos ou nunca alcançamos, vivendo de vozes que nunca alcançaremos. Eles não são irmãos. Não são servos. Eles são outras nações, apanhadas conosco na rede da vida e do tempo, companheiros de prisão no esplendor e labuta da Terra.

Terráqueos 

a hora do encontro é também despedida.

o seu único compromisso amanhã

é brilhar mais do que você já brilha hoje.

sweet dreams.

acho que esquilos comem salada.


A gente espera até amanhã para dizer que quer. Os nossos melhores projetos a gente guarda na gaveta. Os nossos sorrisos mais profundos a gente só entrega de vez em quando. A gente abraça com força apenas quando acha que vai perder. A gente acredita que estará sempre aqui para ver tudo que ainda vai acontecer.

A ginástica fica para o mês que vem. Todo mundo faz isso. Eu deixo a ginástica para o mês que vem desde que eu nasci, detesto ginástica. A gente ouve as melhores músicas e deixa o resto do CD de lado. A gente vai achando que escolhe sempre, tudo. Escolhe o tempo, escolhe o momento, escolhe a cor do dia lá fora. Não. Nem que eu estivesse forever alone na ilha mais deserta do deserto mais deserto (nota mental: lembrar que não existe ilha em deserto) eu escolheria tudo. 

Existe o tempo dos outros. E, olha que bacana, ele não é o mesmo que o nosso. Os outros não sentem as coisas do mesmo jeito que a gente. Não sentem as batidas com o ritmo da nossa filosofia. Demoram mais, demoram menos. São do jeito deles. E a gente tem que entender. 

Mas eu diria mais.

A gente tem que se movimentar a partir disso. E não contra isso. Se a gente for contra, a gente não age com respeito e serenidade. Claro que eu não estou dizendo aqui que a gente tem que virar idiota passivo de tudo que acontece. Não. A gente se movimenta. Se entrega. Olha, observa. E aí?

Chegamos no ponto mais importante. E justamente nele, você foi embora. O problema é que esse era o meu ponto mais importante. Era o meu momento. Era o meu tempo. Você foi embora. Aliás, você nem veio. 

É. O tempo passou. Passamos o tempo. Mudamos até a cama de lugar. Chegou a hora de olhar para o que fizemos. Eu não sei você, mas eu aprendi que esquilinhos comem morangos, que existe uma teoria de um número muito doido que tá em tudo que a gente vê na natureza, que um pedacinho de universo tem em si todo o universo e que quando a gente bate a cabeça tem que colocar gelo (ou ervilhas congeladas, o que aparecer primeiro).

Ah, eu também aprendi a comer salada. Mas isso eu posso garantir que não mudou a minha vida como todas as outras coisas que aconteceram nesses quatro meses. 

bati a cabeça.

confessa que você acreditou em príncipe encantado, história perfeita, um amor ao quadrado, a porta da sua casa abrindo agora e ele dizendo que te ama e que está tudo bem. confessa, vai. e vai dormir, para ver se passa.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

o talvez me atrapalha.


O quanto a gente retorce olhares para que caibam dentro das nossas ilusões. O quanto a gente desconfigura realidades, justificando em nome do amor as nossas percepções. O quanto a gente se acredita ileso de situações que ferem mais que essa batida na minha cabeça de hoje. Sim, virei para o lado e sem querer bati a cabeça. Precisei disso. Bater a minha própria cabeça, no meu próprio banheiro, na minha própria casa (e na minha própria vida), para estacionar os pensamentos. Parar de viajar. 

Doeu. A batida na cabeça doeu, fez um galo e está ridícula. Mas doeu mais ainda me ver um tanto quanto em vão. Ver que eu procurava, sim, novidades nos jornais antigos. Ver que eu procurava notícias de coisas que não aconteceram. Foi bem pertinho dos olhos, a batida. Irônico. O quanto a gente tem que aprender a viver a simplicidade, senão todos os dias nublados serão dias de chuva. A gente não sabe. Enxerga torto, atravessado, pela tangente, quase do avesso. 

Não é uma metáfora. Eu bati a cabeça. Sem beber, sem usar drogas, sem nada disso. Virei e bati. Se tivesse virado para o outro lado, não teria batido. Se tivesse vindo para casa mais cedo, provavelmente não teria batido. Se tivesse vindo mais tarde, tampouco. Bati ali, bem naquele momento, porque era preciso. 

O quanto a gente demora para fechar ciclos na vida, o quanto a vida nos faz sofrer por isso. Não tem troco, o acerto tem que ser diário. O final do dia chega e você precisa prestar contas consigo mesmo do que anda fazendo com a energia que tem. E se o dia termina, você chega em casa e bate a sua própria cabeça, é porque alguma coisa errada está acontecendo.