domingo, 15 de agosto de 2010

liberte-se.

nem tudo que dá prazer é bom.
portanto liberte-se.

extremos.

para encontrar o que é leve 
definitivamente 
é preciso livrar-se do que é pesado.

buenos aires, 1.

café da manhã
uma media luna, mais outra media luna. dá uma luna llena?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

exageros do meu amor.


seu jeito calmo me irrita.
suas palavras são exageradamente poucas para os meus sentidos.
sinto falta do seu toque.
falta de você por inteiro.
às vezes não quero te ver na minha frente.

seu jeito calmo me conforta.
suas palavras talvez sejam suficientes.
sinto falta do seu beijo.
falta de você em tudo que vejo.
às vezes eu esperaria por você eternamente.

sabedoria de avião.

em caso de despressurização, máscaras de oxigênio cairão automaticamente. puxe uma delas, coloque-a sobre o nariz e a boca e respire normalmente. auxilie pessoas próximas apenas após ter colocado a sua máscara.

where the heart is.


passeando pelos canais, encontrei um filme com nome simpático e propício para quem adora comédias românticas (nem é tanto o meu caso). mas como estava super a fim de assitir, não troquei de canal. e me surpreendi. o nome do filme é "where the heart is", é de 2000. parece ontem, mas são 10 anos, o que faz dele um pouco antiguinho, mas com várias mensagens interessantes. guardei algumas pílulas de filme para tomar e aprender. vamos lá...

os ciclos têm que se fechar. sempre. principalmente para iniciar novos, os antigos precisam acabar.

pessoas com comportamentos repetitivos vão cair sempre na mesma situação. e quando você se concentra em fazer as escolhas erradas, até acontecimentos que parecem injustiças com você, na realidade não serão. serão apenas reações ao que você tem feito de errado. e é diretamente proporcional.

e o mais interessante: você pode estar no mesmo prédio, na mesma sala de cinema, no mesmo bairro, praticamente ao lado de uma pessoa. se você não deve (por qualquer motivo) encontrá-la, isso simplesmente não vai acontecer. não vai.

portanto, give it up, baby.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

tem cada dia.

tem dias que eu queria me esconder debaixo da cama. deixar as pilhas de papéis e emails brigando entre si para ver quais tarefas executo primeiro. pegar uns quinze filmes e hibernar num sofá gigante e colorido. talvez sair dali só depois da próxima copa do mundo. tem dias que eu queria escapar para a praia. lá onde a ferrugem encontra a barrinha. naquele pedaço de areia em que eu sentava enquanto esperava você voltar. tem dias que todo mundo resolve me pedir alguma coisa. coisa pequena. e não cabe num dia tudo que o dia precisa fazer. eu chego tarde em casa, encontro os pensamentos que deixei por ali, encontro os projetos de fazer acontecer. às vezes tenho mania de chegar tarde em mim mesma. tem dias que eu preciso ficar quieta e deixar o mundo lá fora. fora de mim, lugar estranho. tem dias que mesmo o sol brilhando, a gente precisa fechar a porta da casa. tem dias assim, bem como hoje. que é um dia, simplesmente. dia de fazer muitas coisas. e cada vez mais, dia de ser as minhas coisas.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

children see, children do.

escrevo.


escrevo à mão como o amor fazia antes de tudo ser eletrônico.
automático, instantâneo.

escrevo pelos teus defeitos que a paixão não me deixa enxergar,
mas que peço gentilmente ao amor que me faça entender.

escrevo porque tudo é inspiração.

escrevo pela liberdade dos teus olhos.
pelos sonhos.
pela cor do céu e pela escuridão.

escrevo.
e basta.

para mim, basta escrever.
e te ter ao meu lado ao amanhecer.

(e rasguei uma carta de amor)

afinal de contas.

ninguém tá aqui para ficar carregando a mala dos outros...

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ensinamentos de alice, partes 2, 3 e 4.


assim sendo, é hora de perdoar e esquecer.
ou de esquecer e perdoar.
o que vier primeiro.
ou o que for, em qualquer caso, mais conveniente.

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papai acreditava em 6 coisas impossíveis antes do café.

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sempre se podem pintar as rosas brancas de vermelho. 

sem peso e com poesia.


você ainda teima para usar o cinto de segurança. tende ainda a me perguntar o que eu acho das suas roupas. consegue me hipnotizar com seu olhar profundo e brilhante. você tem ido cortar o cabelo, eu reparei. comprou pão novinho, será que esperava visitas? será que você tem lido bastante? seu sorriso está mais sincero. parece que está vindo mais de dentro. tudo muda, nada muda. você não perdeu a mania de querer me deixar dormir até mais tarde. será que é por causa do beijo de bom dia antes de ir embora? não perdemos nossas manias. eu ainda te peço água antes de dormir só para encontrar nisso alguma certeza de que você gosta de mim. você usa os mesmos tênis. fica resmungando do mesmo jeito antes de acordar, e sai correndo com pressa para trabalhar. tudo muda, nada muda. tudo, nada. tem tanto de nós dois em cada um de nós. eu não sei ainda a medida. sua mão na minha cintura de madrugada. nada muda. mas tudo fica onde estava.

(ah, se eu fosse marinheiro. era eu quem tinha partido.)

domingo, 8 de agosto de 2010

ensinamentos de alice, parte 1.

if you get too affraid you can always wake up.

a little bit angry.


tentar resgatar o que já foi vivido pode significar frustração. eu sempre achei que as coisas tivessem seu tempo e momento para acontecerem, e isso vem se comprovando a cada dia que vivo. mesmo tentando ir contra às vezes... tentando acreditar que poderia ser diferente. não. a gente muda, a cada instante, e tentar reviver coisas antigas com essas novas perspectivas tende a gerar apenas fracasso. tristeza. saudade do que não nos pertence. nossa mente tenta a todo custo recriar modelos que parecem significar alegria, mas não. é tudo mentira, não acredite. o perfume pode ser delicioso, o desejo pode tomar conta. mas não. o que ficou no passado, ficou. cada coisa tem o seu tempo de acontecer. e deixe esse fato pertencer apenas a esse momento. escolha e vá em frente. mesmo com arrependimentos, siga. poderia ter sido melhor, sim. mas não foi. esqueça. deixe o que ficou onde está. não tente recuperar. os momentos mágicos existem e escapam. escorregam. e dificilmente há tempo para voltar atrás.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

preciso confessar: nunca achei o rio de janeiro tão lindo.