ô mana. feliz aniver.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
tradução do meu agora.
(...)
esse é só o começo
do fim da nossa vida
deixa chegar o sonho
prepara uma avenida
que a gente vai passar
veja você
quando é que tudo foi desabar
a gente corre pra se esconder
e se amar
se amar até o fim
sem saber que o fim já vai chegar
deixa o moço bater
que eu cansei da nossa fuga
já não vejo motivos
pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
abre a janela agora
deixa que o sol te veja
é só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
o amor já desvendou nosso lugar
e agora está de bem
esse é só o começo
do fim da nossa vida
deixa chegar o sonho
prepara uma avenida
que a gente vai passar
veja você
quando é que tudo foi desabar
a gente corre pra se esconder
e se amar
se amar até o fim
sem saber que o fim já vai chegar
deixa o moço bater
que eu cansei da nossa fuga
já não vejo motivos
pra um amor de tantas rugas
não ter o seu lugar
abre a janela agora
deixa que o sol te veja
é só lembrar que o amor é tão maior
que estamos sós no céu
abre as cortinas pra mim
que eu não me escondo de ninguém
o amor já desvendou nosso lugar
e agora está de bem
(conversa de botas batidas - marcelo camelo)
entre vir e fugir.
eu te quero. você foge. eu finjo que não te quero. você volta e finge que acredita que não somos um para o outro. eu te esqueço. fingindo que esqueci. daí a gente volta a se encontrar. como se o tempo tivesse parado na última vez em que estivemos juntos. saímos de casa achando que não vamos mais voltar. mas a gente quase se pertence. passa um mês que eu nem sei de você. e voltamos para nós como se nada tivesse acontecido, e o tempo fosse nosso. eu te quero, quero mesmo. minha serenidade mora no fato de que eu agora assumi o quanto te quero. nem eu mesma acreditava. provavelmente você não vai ler essas palavras, mas não tem problema. era para mim mesma que eu precisava falar. e quase custando o que custar, é por você que eu vou esperar.
e ponto.
às vezes a gente descobre
que o que a gente precisa
não é, nem de longe
o que a gente (acha que) quer.
que o que a gente precisa
não é, nem de longe
o que a gente (acha que) quer.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
voltando ao amigo secreto.
ok, me rendo. precisamos voltar ao assunto amigo secreto. preciso voltar atrás, me corrigir e coisa e tal. sem problemas. mas eu errei feio quando disse que não gostava de amigo secreto. me explico: hoje eu percebi que, na verdade, o amigo secreto nada mais é que uma tradução das características que as pessoas têm. o que você é se revela na maneira como você trata as pessoas, como você vive a sua vida, como você cuida das unhas das mãos e dos pés (caso seja mulher) na teoria de um amigo meu.
e a brincadeira do amigo secreto revela muito mais que nomes ocultos até o momento da entrega dos presentes. revela o quanto você se preocupa com os outros. revela o quanto você pensa com antecedência no compromisso que assumiu de trocar um presente. revela o quanto do seu carinho está ali, o quanto da sua dedicação, das suas palavras e até do seu querido dinheiro. o quanto você está disposto a dar, a escrever, a procurar, a pensar em quem você tirou e ir atrás do presente ideal.
tem gente que não consegue pensar nesse tipo de carinho, cuidado, respeito e amor na vida real, no dia a dia. gente que nunca tem tempo, que tá sempre correndo, que tá sempre nunca podendo. tem gente que não consegue dizer "não vou aceitar o teu convite porque assumi outro compromisso", e prefere dizer "que correria". eu já disse isso uma vez, quando alguém diz (e às vezes eu também digo, e começo a rir sozinha) essa expressão "que correria" eu fico imaginando um monte de gente correndo doida pela rua sem rumo e sem cabimento. totalmente sem cabimento.
bom, então para fechar esse capítulo do amigo secreto: eu recebi um kit de presentes da amiga secreta mais querida que eu poderia imaginar, a virgínia, ela pensou em absolutamente tudo que eu mais amo... ela pensou em mim. com carinho, com cuidado. lembrou da minha loucura por canecas. me ouviu falando de uma coleção de livros de design, me viu comentando o quanto eu tinha adorado esse perfume da natura com o mesmo cheirinho daquele creme para as mãos que todo mundo adora (até meu professor de pesquisa. e não me perguntem como eu tomei conhecimento dessa informação). não é perder tempo, não é exagero, não é. é cuidar das relações, é investir no que faz bem.

meus presentes!!
então vamos lá: nesse final de ano, revele-se o amigo secreto mais legal desse mundo. escreva uma frase de amor, pinte um cartão, invente uma novidade e faça diferença na vida de quem você tirou. daí, como eu, essa pessoa sempre vai lembrar desse dia tão feliz de sorrir e ser amado.
essa solidão.
essa solidão é colocar um espelho bem na minha cara. um espelho pronto para quebrar caso eu faça cara feia pra mim mesma.
essa solidão é um mistério que eu não quero resolver, nem decidir. quero apenas que fique como está. não questionarei os fatos.
essa solidão é estranha, porque é uma teia de pessoas, ideias, momentos. tomam conta de mim e ao mesmo tempo me deixam ir e vir com a liberdade de quem tem asas. e eu voarei sozinha.
essa solidão é companheira para andar de pés descalços, é serenidade eterna, é desatar os nós que ficaram pelo caminho.
essa solidão é ver as mesmas coisas com outros olhos, viver a mesma vida de um outro jeito, traçar o mesmo caminho com passos seguros e felizes.
essa solidão não é solidão. é onde eu me encontro. eu sozinha comigo mesma. é onde estou descobrindo que vivo, e que vivo mais feliz que nunca.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
a internet complicando a minha vida.
ele diz, com tom de saudade no ar:
- hoje senti teu cheiro em algum lugar, não sei de onde...
ela responde, toda desconfiada:
- meu perfume?
ele insiste:
- é, teu cheiro...
ela, toda desconfiada mesmo:
- mas eu mudei de cheiro.
e ele:
- é? preciso me atualizar!
e per(segue)
- onde eu baixo teu cheiro novo?
aposto que já é um sucesso.
ela sorri.
e pensa:
maldita internet,
anda acabando com os meus relacionamentos.
definitivamente.
- hoje senti teu cheiro em algum lugar, não sei de onde...
ela responde, toda desconfiada:
- meu perfume?
ele insiste:
- é, teu cheiro...
ela, toda desconfiada mesmo:
- mas eu mudei de cheiro.
e ele:
- é? preciso me atualizar!
e per(segue)
- onde eu baixo teu cheiro novo?
aposto que já é um sucesso.
ela sorri.
e pensa:
maldita internet,
anda acabando com os meus relacionamentos.
definitivamente.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
love love love.
sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Ouvir primeiro, vender depois.
depois do alívio imediota.
o vídeo do alívio imediota, feito pelo mallet, me fez pensar muito durante esses últimos dias. e é por isso (e por todo trabalho que estou desenvolvendo, que me faz dormir às 3h30 da manhã e acordar às 8h no mesmo dia) que eu não consegui escrever nada ainda.
mas vamos lá, vou tentar me expressar.
eu andei observando algumas pessoas que passam pela minha vida durante as tarefas da rotina, do trabalho, da faculdade, das amizades, enfim. quem elas são, quem elas acham que são. o que elas falam, o que elas comentam. o que elas reclamam e detestam. e eu não consigo deixar de perceber quanta gente fala mal de tanta coisa o tempo todo. sério, chega a ser triste.
poucas coisas, na minha opinião, são totalmente ruins ou totalmente boas. aliás, nada é totalmente ruim ou totalmente bom. agora pensei que chocolate fosse totalmente bom, mas não. nem um pneu furado quando você tá de salto alto e vestido de festa pode ser totalmente ruim. sei lá. vai que esse tempo esperando (alguém trocar o pneu, óbvio, porque eu nunca trocaria sozinha) faz com que você fuja de um acidente, engarrafamento ou de uma festa furada mesmo.
o que acontece na mente das pessoas é que elas não tem coragem suficiente para olharem para si e mudarem sozinhas as próprias vidas, e então passam a colocar no mundo todo a responsabilidade que é delas. é sempre assim. comigo é assim, com você é assim. com o porteiro do prédio, com o seu dentista. com o seu ex namorado, com o seu futuro namorado. sempre é. o vídeo do mallet mostra uma realidade que a gente já sabe: sempre tem alguém tentando vender uma solução mágica para problemas impossíveis. mas (e eu não canso de repetir) é tudo uma questão de marketing. pessoal, se tem gente vendendo, é porque tem gente comprando. e a gente sempre compra. não são os outros que nos enganam, a gente se deixa enganar. a gente acredita que a dieta realmente funciona, que o empréstimo tem juros baixos e até pode fazer planos para todo dinheiro que ganhar na mega sena (mesmo sem nunca ter jogado).
se você criar uma religião agora, bem agora, e ela fizer com que você consiga alinhar a sua vida, trabalhar com determinação, manter boas relações com as pessoas que estão ao seu redor e consiga ser uma pessoa mais feliz e mais serena, eu assino embaixo e digo: que linda a sua religião. por que eu vou te atacar e dizer que a sua religião não tem base? fundamento? teoria, filosofia, sei lá. simplesmente por falar mal? mas a religião funciona, dá pra ver em você, na sua pele mais bonita, nos seus dias mais alegres, no seu saldo bancário e nas férias na disney com os filhos. funciona.
então a moral da história é a seguinte: tem gente que anda falando mal de tudo o tempo todo, e gente que anda procurando em cápsula de multivitamínico a solução para toda a alimentação errada que consome durante um dia. e isso, gente, não funciona. o que funciona é fazer o jogo certo, limpo, escolhas felizes e com muita disciplina para chegar onde se quer. e agora me dei conta do mais triste nisso tudo: as pessoas imediotas talvez nem saibam o que querem.
(inspiração total no meu querido amigo ricardo mallet)
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O alívio imediota
Eu não gosto de dar ordem para ninguém. Mas como esse blog é meu, eu tô mandando todo mundo que entrar aqui ver esse vídeo. E tenho dito.
a revolta do marketing, parte 1.
quando o foco do seu esforço de marketing, que como o nome diz, é marketing (e não vendas), você cria um relacionamento com o cliente que vai além do imediatismo. quando ele precisar do que você oferece, ele vai lembrar de você. mesmo que não seja hoje, nem domingo que vem. quando ele precisar, o seu esforço vai ser reconhecido. e é essa a ideia, a beleza e o desafio de trabalhar com marketing. e não me venha com departamento de marketing e vendas. oh, céus.
ao som de chico buarque, me revoltei.
tem muita gente que me inspira a escrever. mas algumas pessoas me inspiram a escrever coisas revoltantes. sério, eu sei que é meio do mal isso. mas tem gente eu olho e nem falo. porque não tem o que falar. não dá. é impraticável, impensável. eu ia perder muito tempo na vida tentando decifrar algumas atitudes das pessoas, que é melhor nem começar. por isso agora é tchau. goodbye, me voy. hasta la vista. cai fora do meu quadrado. não quero papo, nem as horas. egoísmo? hm, pode ser. mas prefiro ser uma egoísta realizada que uma altruísta frustrada.
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