segunda-feira, 29 de novembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

janelas de mim.


eu não abro qualquer janela. 
porta, muito menos. 

até porque porta normalmente é maior que janela. entra mais luz, sai mais energia. entram mais olhares, mais gente indo e vindo. passando por aqui e por ali, tentando entrar e se sentindo em casa. ah, não. não venha a aqui se sentir na minha casa. me dá um tempo. espera eu abrir a porta. antes, era tudo escancarado. na verdade, eu acho que nem tinha janelas. a casa era de vidro, toda aberta, sem pensar. fui construindo paredes. nada que me afaste do mundo, mas tudo que me aproxime de mim. várias janelinhas, pequenas, discretas. eu abro, você entra. pode até ficar um pouquinho. sem demoras. talvez você até volte, eu abro novamente um espacinho. mas agora quem quiser entrar pela porta, lamento, vai ficar preso do lado de fora. 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

uma música que nunca foi tão minha.


procuro a solidão
como o ar procura o chão

como a chuva só desmancha
pensamento sem razão

procuro esconderijo
encontro um novo abrigo

como a arte do seu jeito
e tudo faz sentido

(ana cañas - esconderijo)
um minuto de silêncio em homenagem à bossa nova.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

um café muito legal.

olha, não sei se são as companhias, o bairro, se sou eu, se são as flores. mas eu adoro o retrô café. fica ali na fabrício pilar. é beeem pequenininho, mas uma graça, e tudo que tem ali é bom, principalmente o café. tive uma super reunião com a minha sócia querida por lá hoje e não bastou um café para o nosso bate papo, tiveram que ser dois!!! maravilhoso. sempre me inspiro pelo pingado ali, não sei o motivo. não tirei foto, uma pena. mas quem estiver a fim de curtir um ambiente retrô, um café legal e toalhas de bolinhas coloridas, aparece lá. super indico. fico devendo a foto. 

minhas paisagens


um tanto de mistério, de não se deixar levar na primeira partida. um tanto de surpresa, de encantamento. por que mostrar-se pouco? por que manter-se fechada? respondo: sempre fui muito aberta.

na verdade, eu não estou me mostrando pouco. estou me mostrando aos poucos. e não aos muitos, montes, sem o sabor do mistério, como de costume. 

andar mais devagar não significa chegar mais tarde, e sim apreciar com mais calma todas as paisagens.

quase sexta, quase seis.


you look so pretty sleeping next to me. 

pequena longa história.

daqui a muitos e muitos anos, num reino não tão distante assim, ele vai olhar para ela, como todo aquele carinho que sempre lhe foi peculiar, e vai dizer:

- mas você sempre foi a mais bonita...

ela, sem jeito, vai responder com calma e leveza:

- é... e a gente se amava muito né?

sim. 
se amavam tanto que por vezes chegavam a se odiar.

- fim da história -

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

sobre martha medeiros e acordar cedo.

duas coisas chamaram muito a minha atenção hoje. uma delas é a coluna da martha medeiros na zero hora. quem leu, vai entender melhor a minha revolta, mas de qualquer forma vou tentar explicar o que houve. claro que essa explicação vai ser com os meus filtros, então quem quiser ser imparcial lê a coluna e depois a gente conversa. ela fala basicamente sobre a gente parar de ser exigente demais e relevar algumas coisas nos relacionamentos, a fim de a) não parecer tão chato e b) levar o tal do relacionamento adiante. pura besteira, perdoem-me todos. ela fala em termos menos fatores de descarte. tipo, coisas que basta a outra pessoa fazer para a gente descartá-la. gente, esses fatores são o máximo! eles dizem muito sobre as pessoas. eles não são fatores, são sinais!!! pensa bem, no caso do texto, o carinha diz que detesta tom jobim. sem apego ao tom jobim em si, e a qualquer música. mas por trás dessa característica da pessoa, dá pra ler muito sobre ela. algumas coisas bizarras ela concorda em descartar, tipo música sertaneja. ahhh, fala sério. música sertaneja ela descarta, mas concorda em continuar com alguém que chama o tom jobim de xarope? então assim: vamos fazer tipo a engenharia. criar uma planilha e começar a analisar os possíveis fatores de descarte. a gente vai aceitando um ou outro, mas tem um limite (que nesse caso não é alto, ok, gente). não concordo que as pessoas tenham que ter os mesmos gostos, as mesmas vontades, os mesmos programas para ficarem juntas. mas elas tem que ter a maioria dos projetos em comum. e convenhamos, tom jobim é tom jobim, né?

a outra coisa que está na minha cabeça martelando é a história de trabalhar em casa, horários, tarefas e paradigmas acerca disso tudo. posso falar? que saco. é isso. na semana passada eu estava em casa por volta das 10h30min da manhã de sexta, alguém ligou pra lá  e quando eu atendi a pessoa disse: nossa (tom de voz de filme de terror), o que tu tá fazendo em casa sexta às 10h30min da manhã? e eu calmamente respondi: trabalhando. eu trabalho em casa. primeiro, o que que te interessa? segundo, precisamos acabar com esses paradigmas. naquele dia eu tinha acordado às 10h da manhã, porque fiquei até as 4h30min da madrugada trabalhando. eu não tenho horário fixo de trabalho, então eu adoro ficar acordada de madrugada e dormir de manhã. eu não quero doutrinar ninguém, nem me justificar, mas se você acorda às 10h da manhã corre o risco de ser olhado com cara feia por todos e ainda ler nos pensamentos deles: que pessoa inútil, olha isso, acordando às 10h da manhã. então gente, é assim... o mundo moderno, globalizado, blá blá e blá, vai contratar cada vez mais pessoas que tenham iniciativa e não horários para cumprir, que gostam do que fazem em vez de ser mandadas fazer, que saibam das suas responsabilidades e aconteçam. independente do horário em que dormem ou acordam. 

(o marcador desse post é me revolvei muito)



(...)
a única pessoa que você pode controlar em
qualquer relacionamento é você mesmo.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

lembrando amelie.


"o medo do tempo que passa nos faz falar do tempo que faz."

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

conversa comigo mesma.


o que acontece com a nossa alma quando a gente fica triste? por que será que tudo fica escuro e sem graça, nada mais tem magia ou valor, e os dias poderiam simplesmente passar e passar, e nada mudaria para nós? quando a gente fica triste, para de olhar para as coisas que nos fazem felizes. para de sentir aquela coisinha boa tipo: ai, que coisa boa viver. e isso é mais triste. quando a gente não controla essa tristeza, a única coisa que consegue é ficar mais triste. porque vai caindo aos poucos, vai se deixando levar pelo desânimo, e daí ficar levantando e caindo não dá. tem pouca coisa que me deixa muito triste. é bem assim... e eu não tenho meio termo, sabe? se é pra ficar triste, que seja chorar até não encontrar mais meus olhos. se é pra ficar triste, que seja passar o dia inteiro sem falar com ninguém. se é pra ficar triste, nem quero mais almoçar, tomar café, nem bater papo com ninguém. mas pra que tudo isso, né? se sou eu quem fica triste, e não os outros que me fazem ficar. eu já tinha escrito uma vez sobre isso. ninguém, além de nós, é responsável pela nossa tristeza, pela nossa alegria, pelo nosso resfriado, pela nossa conta do celular que atrasou. mas a gente adora colocar a culpa nos outros. foi ele quem me magoou, foi ela quem me deixou triste e por aí vai. então acho que encontrei uma pequena solução: aumenta o som, muda os móveis de lugar, toma um banho de princesa, seca o cabelo como se fosse casar, e lembra sempre: se não são os outros que te deixaram triste-perdido-com-medo-com-fome-e-chorando-sem-parar, não são eles que vão te deixar feliz e radiante. é você. 

domingo, 21 de novembro de 2010

bate a porta e engole a chave.


ok, a vida é linda, a gente tem que viver com serenidade, paz, harmonia e coisa e tal. mas tem horas que é bom bater uma porta, trancar tudo e chorar pra dentro. 

e sair livre.

promoção de amigo secreto, queeeem vai querer?



gente, preciso desabafar. é sério. tem duas coisas que não saem da minha cabeça. talvez falando alguém aqui argumente em oposição e consiga me fazer compreender melhor. duas coisas que a minha mente não consegue entender: a) amigo secreto e b) promoções variadas. 

fiquei doida. mas explico. começando pelo amigo secreto. depois de escrever esse texto, vou até pesquisar no senhor google como surgiu essa ideia de forçadamente dar presentes pra alguém no final do ano. posso estar sendo meio do mal agora. mas pra mim amigo secreto é uma interrupção artificial. você entra porque todo mundo entrou, porque tem festa (antes ou depois do amigo secreto), porque é final de ano e todos estão super felizes. mas alguém aqui gosta realmente de amigo secreto? gosta de ter que procurar um presente para aquela pessoa querida que não deu sugestão? ou pior, gosta de ter que ir atrás daquela sugestão maluca que o colega de trabalho mais maluco ainda deixou? ninguém gosta. durante a revelação do amigo secreto é pior ainda. uma gritaria sem fim, todo mundo fala ao mesmo tempo, tenta adivinhar, tem que parar pra tirar foto. sinceramente, se você quiser perder um tempão da sua vida, entre num amigo secreto. aliás, entre em vários. você corre o risco de ganhar algum presente legal, mas também pode sair da festa com alguns pares de meias, ou um vale-presente daquela loja que você nem conhece... é uma experiência. 

se eu tivesse que organizar um amigo secreto, teria a ver com música, com uma frase especial, um filme, enfim. teria muito menos a ver com gritaria e confusão e muito mais com amizade, descontração. (que bonitinho, falando mal o tempo todo e rimando no final)

e agora sobre as promoções. apertem os cintos, vai ser complicado. para começar, deixa eu explicar uma coisa. "promoção", no marketing, é um dos famosos Ps. tem produto, praça, preço e promoção. então, promoção é um esforço direcionado para promover a venda de alguma coisa. vender um corte de cabelo, vender um livro, vender um carro, vender qualquer coisa. daí para vender mais, ganhar mais dinheirinho e coisa e tal, inventaram essa tal de promoção. que não é desconto, gente, não confundam. desconto é desconto, promoção é promoção. mas enfim. voltando ao que interessa. o que passa na cabeça das pessoas que criam algumas promoções? quando elas precisam pensar nisso, a criatividade fica em casa dormindo? as ideias vão passear sem hora pra voltar? 

quer ver como você vai se identificar? promoção de aniversário: "no mês de aniversário da nossa loja, quem ganha o presente é você!". uhu. quantas milhares de vezes essa frase já foi usada? dita, escrita, proclamada. será que ainda tem efeito na cabeça do consumidor? será que chama a atenção? 

quando você ouve uma propaganda das casas bahia, que por sinal está s-e-m-p-r-e em promoção, você sai correndo do sofá para conferir as maravilhosas ofertas, porque dessa-vez-os-preços-nunca-estiveram-tão-baixos? acho que não. eles cometem outro erro. estão sempre em promoção. ninguém confia muito. tá sempre tudo com preços arrasadores das promoções malucas.

então para fechar esse texto meio doido, é assim: vamos parar com esse monte de amigo secreto e pensar melhor nas promoções. elas têm que ter prazo determinado, uma ideia legal, de preferência, tem que mexer de alguma forma com o cliente e realizá-lo. não adianta sortear cinquenta carrões importados, se ele nunca vai ganhar. quem sabe começar perguntando aos seus clientes o que eles acham das suas promoções? o que eles gostariam de ganhar, quais facilidades importam pra ele? 

isso é marketing. e sabe o mais legal? funciona. bem melhor que amigo secreto, eu diria. 

sábado, 20 de novembro de 2010

O trágico dilema
Quando alguém pergunta a um autor o que este quis dizer, 
é porque um dos dois é burro.

- Mario Quintana -