quarta-feira, 29 de setembro de 2010

simplesmente.


existem coisas para serem feitas. serem ligadas, desligadas, ouvidas. coisas para ficarem paradas. coisas para serem esquecidas. e muitas outras para serem lembradas. milhares de coisas para serem escritas. impressas. rasgadas. revoltadas. existem coisas para serem descritas, existem coisas infinitas. existem coisas para serem  deixadas. existem coisas para serem imaginadas, fantasiadas. mas eu gosto muito de outras coisas: as coisas que devem ser contempladas. 

e nada mais. 

as cores da felicidade.


as cores da minha felicidade têm brilhado. elas têm muitas tonalidades, algumas chegam a ter até cheiro de coisinhas deliciosas recém saídas do forno. as cores da minha alegria vão de azuis intermináveis aos verdes mais profundos. nunca fui de falar nas cores, elas sempre faziam parte da minha vida e pronto. até a minha antipatia com o laranja tem ficado em algum  lugar do passado. as minhas cores estão por todos os lados. elas brilham nas unhas, nas roupas, nos sonhos, nos sapatos. são as cores dos momentos mais felizes da minha vida. são as cores que gravo na memória com uma emoção gostosa. cores que quero nas fotos, nos livros, nos trabalhos, nos cafés e nas conversas. estou fitando com amarelos, esperando que eles cheguem mais perto, assim como logo fará o verão. apaixonada como o cor-de-rosa, intensa como vermelhos, misteriosa como preto. são as cores mais lindas que eu já avisei. porque aqui todas foram criadas por mim...

inconformada.

inconformada com tanta confusão mental que pessoas legais andam fazendo com a própria vida. transformando a existência numa coisa difícil de ser feita. viver é ironicamente simples, eu sei. é difícil e impossível, tudo ao mesmo tempo. e é sublime, quase etéreo em pensamento. eu estou perplexa. porque ao invés de acordar e pensar: "o que eu vou fazer hoje de maravilhoso por mim, pelo meu trabalho, pelo meu corpo, pelo meu papagaio, samambaia, pelo porteiro do prédio, pelo velhinho que quer atravessar a rua?" a gente fica se matando aos poquinhos em com sabotagens à própria felicidade. a gente escreve e desiste. a gente insiste no que não é. a gente não telefona de depois quase se suicida por não ter telefonado. a gente telefona e também se suicida depois. dessa vez porque telefonou. tudo pode ser bom ou ruim. e só a gente que pode decidir por uma das duas opções. essa gente me irrita. que merda. pronto, falei. inconformada, muito inconformada. fico observando. faltam palavras na própria literatura. é um dilema mental contínuo sobre tudo que não serve. eu prefiro viver sem outro compromisso que não seja viver. todos os dias curtindo o que o dia tem de bom. o que pode me fazer sorrir. para nos acharmos na vida, antes de mais nada, ela deve ser nossa própria companheira.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

listando filmes...

filmes que quero (re)ver

corra lola corra
de caso com o acaso
efeito borboleta
feitiço do tempo
onde tudo acontece
a vida em preto e branco
lendas da vida
volver

em breve, voltaremos.

e me disseram de novo.


uma pessoa que não me conhece muito bem hoje me disse que eu pareço feliz. muito feliz. e isso vai me fazer dormir mais leve do que nunca. nada que eu já não sentisse, soubesse. mas agora a notícia tá se espalhando por aí. e quem transmite felicidade, recebe felicidade. deve ter sido por isso que hoje eu ganhei (dessa mesma pessoa) um cupcake lindo, gostoso, colorido e surpreendente. deve ter sido algo do tipo uma porção diária de alegria materializada... traduções diversas para a felicidade. essa minha tão feliz, felicidade.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

partes.


tem uma parte de mim que anda mais silenciosa que o comum. tem outra parte de mim que encontrou companhia num livro especial. uma parte enorme de mim tem pensado em você mais que o normal. mais do que eu considero normal, para falar a verdade. hmmmm. preciso confessar: milhões de vezes mais que eu gostaria que fosse normal. essa parte tem tomado conta, hoje em dia, das minhas conversas, assuntos. dos meus sonhos e pensamentos. deve ter sido tudo que eu finalmente consegui te dizer. o que eu te disse está agora vagando ao meu redor, e eu sinceramente não sei onde colocar todas as palavras ditas naquele momento. uma parte considerável de mim está numa busca pela amizade eterna com o tempo e a solidão. uma parte que se sente sozinha, que sente frio até debaixo da água mais quente. uma pequena parte de mim tem se divertido ao observar as pessoas apaixonadas. confesso novamente que essa pequena parte do que sou também gostaria de se apaixonar, só que não hoje, tá. nem amanhã. nem mês que vem. todas as partes de mim agora querem ficar sozinhas. porque a maior parte do que eu já fui sempre esteve em companhia. e eu descobri (talvez tarde) que para que todas as partes do que somos ficarem em paz com a arte de viver elas têm que se completar sozinhas.  

e aí me disseram.

o sol me queima
e eu achei mega engraçado.

comer rezar amar.


um amor desesperado é sempre o mais difícil tipo de amor.
(elisabeth gilbert em comer rezar amar)

sábado, 25 de setembro de 2010

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

coisas de amelie.


coisinhas de amelie...

"e você, que nem legume é, porque até as alcachofras têm coração"

"amor. a única coisa que ela ainda não tinha pegado"

"para não falar do tempo que passa, as pessoas falam do tempo que faz"

mega frase.


"o que prevemos raramente ocorre,
o que menos esperamos geralmente acontece"
(benjamin disraeli)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

preciso...

paisagens de fora tão belas como as que ando vivendo dentro.

pensar.

eu não quero que ninguém concorde, é apenas para ler e pensar.

do Consultório Poético do Carpinejar:

Vocês não foram nem capazes de se odiar, que amor é esse?

O amor não é para os equilibrados. Não somos feitos para nos encaixar, mas para arrebentar as caixas. Mesmo quando não tenho razão, eu teimo. Até para que minha namorada desenvolva melhor seus argumentos.

Ser a melhor pessoa é uma ofensa para mim, desejo ser a pessoa predileta, a pessoa necessária.

(...)

ocasiões favoráveis.


detesto quando alguém deixa de fazer alguma coisa (porque não é prioridade naquele momento) e me diz: não vão faltar oportunidades. ah, vão, meu bem. aliás, vamos entender de uma vez por todas que qualquer oportunidade é única. segundo o dicionário, oportunidade é definida como "ocasião favorável". entendi. então quando a gente perde uma oportunidade, perde uma ocasião favorável, e ainda tem a audácia de dizer: não faltarão ocasiões favoráveis. por mais otimista, legal, simpático e boa pinta que o sujeito seja, como ele sabe que não faltarão ocasiões favoráveis como aquela que acabou de descartar? eu tenho andado revoltada ultimamente, mas o pessoal tá se acostumando com isso. é que me impressiona a quantidade de "ocasiões favoráveis" que a galera anda perdendo porque acha que vai ter sempre uma nova delas batendo na porta, caindo no colo. a pessoa acha que vai tropeçar com uma oportunidade por dia na rua. então é assim (praticamente a moral da história): cansei de desculpinhas baratas para as oportunidades jogadas fora, ok? quem estiver a fim de desperdiçar momentos, amores, viagens, amigos, filmes, o sol se pondo, um dia na praia... fica livre para fazer isso. mas ninguém me convence que a criatura não está desperdiçando a própria vida. ok?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

também.


eu queria estar ao teu lado agora. agora e talvez para sempre.