terça-feira, 16 de novembro de 2010

everybody's fine.



após uma choradeira sem precedentes vendo um filme incrível chamado everybody's fine eis me aqui. puta falta de sacanagem. esse filme é um remake americano de um filme italiano de 1990, estrelado pelo mastroianni. a versão gringa de stanno tutti bene deve ser parada demais, chata demais, romântica demais para qualquer um... menos para mim, óbvio. para quem não tá a fim de prestar atenção em todas as mensagens que ele traz, é apenas mais um filme de cotidiano sobre as relações entre pais e filhos. nada mais que isso. mas quem tá a fim de abrir a cabecinha, pensar em si, nas suas escolhas, nos seus relacionamentos, enfim... quem vê outros ângulos na mesma cena, quem consegue colocar o dedo na própria ferida, rever o presente, pensar no futuro... nossa. vai chorar tanto quanto eu. super recomendo.

e o momento desabafo geral: preciso dizer o quanto tudo isso lembra uma frase incrível que meu pai sempre repete... "deixa as gurias quietas". é isso. isso tudo. beijomeliga. 

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

=)


(so) beautiful mess inside.

sobre felicidade.


pequeno diálogo sobre felicidade:

- estou muito feliz.
- é?
- sim. feliz, leve, realizada.
- nossa! aconteceu alguma coisa?
- sim.
- ai, então me conta logo.
- eu aconteci.

lights on.


minha luz está brilhando forte. muito forte.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

um simples grande filme.

quando cheguei na locadora hoje, como sempre, tinha uma pessoa mega simpática e querida, que entende tudo de filmes e está sempre me dando as melhores dicas. peguei três, já que não tenho namorado e estou pseudo-gripada e com febre. quem me conhece sabe que eu detesto filmes de suspense, que a gente paga pra levar susto. ou filmes psicodélicos-malucos-cheios-de-fantasia, que a gente fica se perguntando que tipo de droga o carinha que escreveu entregou pro diretor fumar, cheirar, sei lá. e todos juntos fizeram uma loucura. eu gosto de filme simples, da fotografia, da trilha sonora, dos questionamentos, de ficar pensando, pensando e pensando. e não de ficar pulando na cadeira, ou de ficar ouvindo tiro de tudo que é lado e essa coisa toda. gosto de linearidade, de fingir que não sei alguns desfechos, mas de curtir a vida no cinema. assim como ela é. e não como ficam por aí fantasiando. depois dessa sessão de descarrego, segue o filme que acabei de ver. lindo em cada detalhe. perfeito como o amor: que é leve, questiona a si mesmo, às vezes não entende nada, mas no final sempre acha o seu lugar. 


away we go, sam mendes, 2009
esse estranho e simpático casal aí da foto descobre que vai ter um bebê. by the way, numa cena linda, que mostra o sexo de uma maneira leve e muito divertida. após ficarem sabendo que os pais dele vão se mudar para a bélgica, encontram-se sem apoio, sem família, sem raízes. ela perdeu os pais enquanto estava na faculdade, eles agora não têm ninguém por perto. e então decidem sair. a viajar pelos estados unidos/canadá. buscando tudo, buscando nem eles sabem o que exatamente. e surgem os momentos mais bizarros, malucos, maravilhosos, transformadores. questionamentos e dúvidas. e o resto eu não posso contar, né? mas não fique aí esperando um desfecho dos deuses, uma coisa maluca. 

a simplicidade e a leveza das descobertas são os maiores tesouros que qualquer um pode buscar. e normalmente eles estão ao nosso redor, o caminho que trilhamos apenas abre a nossa alma para encontrar.

(o diretor é o mesmo de american beauty, e qualquer semelhança não é mera coincidência) 

insuportável mim.


nenhuma parte de mim esquece o quanto o sono era calmo, eu deitava na sua cama ouvindo a sua música. estou chata, sem graça. sem sal, sem querer. fiquei irritada, neurótica. insuportavelmente desconfiada. fiquei na mesma. foi você quem saiu voando. e ainda tinha gente que achava o contrário. assumo um personagem que não sou nesse instante. me desconforto toda, e depois volto ao normal. eu nem sei o que busco, por isso sempre acabo parando de buscar. tem muitas palavras que me fazem queimar por dentro, coisas que eu nem aguentaria dizer. e mais ainda elas me perturbam, porque são confidências minhas com as tuas mãos. eu deitei nos teus braços, e naquele momento eu sentia que era só tua. me pergunto de onde tiramos esse medo. de onde tiramos essa ideia de não ser. de não deixar ser. eu desconfio dos teus beijos, porque me perderia na imensidão da incerteza. eu estou sem graça, sem qualquer cor. sem vestígios, sem marcas. eu nem sei por onde deixei as minhas próprias pegadas. 

vai tomar o seu café.

decidi tomar um espresso em cada café de porto alegre. tipo julie & julia do momento. vou postar aqui no blog. tô me achando tipo os destemperados versão super cafeínados. não tem regra, não tem cronograma. vou sair por aí tomando café. quem quiser pode vir junto. afinal de contas uma vida sem cafeína não tem nada a ver.


café do cofre - santander cultural - centro, porto alegre
idea caffè - muito bom, muito quente, muito forte, tudo muito.
amei muito.
se tivesse que dar nota, seria tipo uns nove.

feira do livro.



eu queria o mundo todo.


algumas sapatilhas nos ladrilhos dos sentimentos. algumas luzes esperando o momento mais belo de iluminar. alguns olhares acalmando o coração. o teu abraço que é intenso desde sempre, que é belo e me faz suspirar. eu queria o mundo todo, só para poder nele viajar. 

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

isso é amor.


a cínthya matando carpinejar. ele morrendo, sim. de amores. adorei a noite do fala fróide na oca. fotos, amor, música. deve existir uma maneira de ser feliz sem intensidade. mas sinceramente, eu não acredito nela.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

eu não tirei foto do paul.


aliás, nem levei a máquina. eu não queria me perder tentando fotografar o palco, filmar as músicas. eu queria que o show se perdesse em mim. portanto tenho fotos de tudo, menos do show.

cada um na sua calçada.


legal mesmo é cantar, mesmo sem afinação. legal mesmo é sentir uma música tocar na alma. sentir que as luzes se apagam e a mente vira palco ainda que seja meio-dia. legal mesmo é deixar a janela da vida bem aberta, sem arrependimentos, mentiras, besteiras. é trocar de calçada para sentir mais o sol. é não esconder sentimentos nas nuvens de pensamentos vadios. legal mesmo é sentir a maré de ideias, transformar isso em projetos e criar uma realização após a outra. legal mesmo é sentir que tudo flui, e só quem pode resolver os nossos problemas é a gente mesmo. e que tentar fazer com que isso seja diferente é pura alucinação. legal mesmo é se dar conta das neuroses, ter vontade de chorar de raiva e em vez disso sorrir de alegria. porque isso tudo é recém o começo. e sabe lá onde isso tudo vai (e se vai) ter fim. 

vou tentar entender o paul.


logo eu que nasci bem longe da época de ouro dos beatles e aquela coisa toda. mas tem um sentimento que ele desperta (ainda, e muito) em todos os que ouvem as canções, e acho que mexe de maneira mágica com a gente porque tem a ver com esperança. esperança de qualquer coisa melhor. um mundo melhor, clichê. mas mais coisas melhores. um dia melhor, pais melhores, filhos melhores. um chefe melhor, vai. um amor melhor, um currículo melhor, um almoço melhor. a gente fecha os olhos, começa a cantar e parece que tem purpurina no coração. e fica sem decifrar esse sentimento. é emoção, é a realização de um sonho vê-lo de perto, é encantamento. mas brilha mais forte porque é esperança. a gente se alimenta dela. diria que vive os dias sempre esperando. esperando, esperança. espera ser mais feliz, espera ser maior, espera ter mais. sempre espera. e conversando com uma pessoa muito especial na minha vida, ela me contou que não acreditava muito naquela frase "eu nunca espero nada, pra não me decepcionar". coisa sem graça essa vida se a gente não espera nada dela. se eu não espero nada de você, eu estou te subestimando, baby. se eu não esperar nada da vida, então pelo que eu luto todos os dias? se eu trabalhar sem esperar reconhecimento e sucesso, meu esforço não faz sentido. então é isso. mais paul na nossa vida, agora de perto, e mais esperança. e eu acho que o melhor jeito de esperar qualquer coisa é ir lá e fazer. 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

inspiração by elisa.


mais uma daquela série preciso-sair-e-preciso-desesperadamente-escrever. 

quase odeio as palavras quando isso acontece. perco o horário, o elevador, a companhia do café-da-manhã. quase perco a cabeça. eu fico pensando alucinadamente e se não escrever eu sou capaz de ter que ir diretamente para um hospício ou algo assim. a questão que me pegou agora veio do comentário da elisa, dizendo que ia copiar meu texto. e eu estou há tempos pensando nisso: adoro ser copiada. nem preciso dos créditos, talvez isso seja um problema. mas adoro. ideias, palavras, frases, textos. copiem tudo. à vontade. eu tento organizar as palavras de um jeito, expressando o que eu sinto. e se alguém sente igualzinho, pensa a mesma coisa, eu me sinto o máximo. nossa, consigo entender alguém. consigo traduzir alguma coisa que anda rolando por aí. eu adoro. não sei o que diria um psicólogo sobre isso, nem sei o que diriam os autores mais famosos. imagina a gente dizendo qualquer dia desses: tudo vale a pena quando a alma não é pequena e assinando embaixo. daria uma baita confusão. mas de alguma forma eu sou a favor do copiar e colar. roubar sem vergonha as coisas boas do mundo, pegar o que emociona e tornar-se dono, mesmo que por um instante. os grandes autores fiquem tranquilos, não farei isso com eles. mas quanto à mim, você pode ficar à vontade.

de nada um tudo.


eu amo as pessoas. os relacionamentos. as perspectivas, os paradigmas. as viagens. amo até as frustrações, porque nada é só ruim, vamos combinar. eu amo poder falar de crescimento, desejos, erros, vontades e acertos com pessoas sensatas, felizes, dispostas e bem resolvidas. porque bem resolvido, para mim, é quem quer se conhecer e resolver os detalhes, quem presta atenção nas sutilezas, quem consegue perceber um sorriso como nunca antes foi feito. de um jeito lindo, novo, mágico. uma pessoa bem resolvida é alguém que tá a fim. simplesmente isso. ou complexamente isso. sei lá até se a palavra complexamente existe. eu amo as pessoas que se relacionam, que acompanham os passos da vida em vez de serem apenas levadas por uma inércia irritante. eu amo me decepcionar, para depois me surpreender. não tem problema. eu levanto com ou sem o apoio das mãos. eu nem sei direito sobre o que é esse texto, mas hoje fui tomada por uma sensação de liberdade que eu não sentia há tempos. liberdade misturada com segurança. liberdade misturada com vontade. fui tomada por uma sensação de estar fazendo a coisa certa, falando a coisa certa. e mais que tudo: ouvindo as coisas mais certas.