segunda-feira, 9 de agosto de 2010

sem peso e com poesia.


você ainda teima para usar o cinto de segurança. tende ainda a me perguntar o que eu acho das suas roupas. consegue me hipnotizar com seu olhar profundo e brilhante. você tem ido cortar o cabelo, eu reparei. comprou pão novinho, será que esperava visitas? será que você tem lido bastante? seu sorriso está mais sincero. parece que está vindo mais de dentro. tudo muda, nada muda. você não perdeu a mania de querer me deixar dormir até mais tarde. será que é por causa do beijo de bom dia antes de ir embora? não perdemos nossas manias. eu ainda te peço água antes de dormir só para encontrar nisso alguma certeza de que você gosta de mim. você usa os mesmos tênis. fica resmungando do mesmo jeito antes de acordar, e sai correndo com pressa para trabalhar. tudo muda, nada muda. tudo, nada. tem tanto de nós dois em cada um de nós. eu não sei ainda a medida. sua mão na minha cintura de madrugada. nada muda. mas tudo fica onde estava.

(ah, se eu fosse marinheiro. era eu quem tinha partido.)

domingo, 8 de agosto de 2010

ensinamentos de alice, parte 1.

if you get too affraid you can always wake up.

a little bit angry.


tentar resgatar o que já foi vivido pode significar frustração. eu sempre achei que as coisas tivessem seu tempo e momento para acontecerem, e isso vem se comprovando a cada dia que vivo. mesmo tentando ir contra às vezes... tentando acreditar que poderia ser diferente. não. a gente muda, a cada instante, e tentar reviver coisas antigas com essas novas perspectivas tende a gerar apenas fracasso. tristeza. saudade do que não nos pertence. nossa mente tenta a todo custo recriar modelos que parecem significar alegria, mas não. é tudo mentira, não acredite. o perfume pode ser delicioso, o desejo pode tomar conta. mas não. o que ficou no passado, ficou. cada coisa tem o seu tempo de acontecer. e deixe esse fato pertencer apenas a esse momento. escolha e vá em frente. mesmo com arrependimentos, siga. poderia ter sido melhor, sim. mas não foi. esqueça. deixe o que ficou onde está. não tente recuperar. os momentos mágicos existem e escapam. escorregam. e dificilmente há tempo para voltar atrás.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

preciso confessar: nunca achei o rio de janeiro tão lindo.

perestroika.

(...)

Quando você se força a dar opinião técnica sobre um assunto, você precisa buscar no seu banco de dados motivos para criticar ou elogiar determinada peça. Esse exercício aguçava o meu critério e melhorava o meu próprio trabalho.

(...)

cap. 1 - manual express

Se você está sem saco de ler todo esse livro, pelo menos preste atenção nesses toques. São pílulas. E pílulas do dia seguinte: você lê e, amanhã mesmo, pode colocar em prática. Bem vindo ao nosso drive thru de conselhos profissionais.


Vai lá e faz.
Todas as pessoas do mundo têm boas ideias. Inclusive você. A grande diferença é que algumas conseguem executá-las. Portanto, não deixe seus planos mofando. Ideia na gaveta é a mesma coisa que ideia inexistente.

A vida é a melhor referência.
Você só consegue criar coisas legais se você for um cara legal. Isso signi!ca viver situações inusitadas. Sair da zona de conforto. Sair do lugar comum. Lembre-se: o seu trabalho está intimamente ligado às experiências que você passou. Se você for uma pessoa com vivências únicas, o seu trabalho será único. E aí, ninguém vai conseguir copiá-lo.

A quantidade faz a qualidade.
Você conhece a teoria da toalha molhada? Ela é bem simples: você pega uma toalha molhada e torce até sair toda água. Daí, você torce de novo, e vai ver que sai mais um pouco de água. E se você torcer uma terceira vez, vai sair mais um pouquinho. E mais um pouquinho. E mais um pouquinho. Insistir faz parte. As primeiras soluções são as mais fáceis, mas as mais óbvias. Não surpreendem e, pior: provavelmente alguém já teve antes de você.

“Mais ou menos” é menos.
Se quando você acha que o seu trabalho está bom, muitas vezes ele é reprovado, imagine quando você acha que ela está médio. Não se acostume com a mediocridade. Estresse a sua criação até chegar no seu limite.

Quem se apega demais às ideias é porque tem poucas.
Se você teve uma ideia bacana, e acredita nela, defenda até um certo limite. Se não aprovarem, parta para outra.


tiago mattos, as mortas da propaganda.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

poder além da vida.

guardei várias coisas do filme poder além da vida.
e a sensação de ter visto um filme maravilhoso...


(...)
a primeira descoberta do guerreiro: não saber.
 
emoções são naturais. como o clima passageiro.
 
tudo tem um propósito. e depende de você encontrá-lo.
 
as pessoas mais difíceis de amar normalmente são as que mais precisam de amor.
 
sempre há algo acontecendo. não há momentos comuns.
 
a morte não é triste. o triste é que a maioria das pessoas não vive nada.
 
elimine medo e arrependimento. todo o resto pertence ao passado ou ao futuro.
 
um guerreiro não desiste do que ama. ele acha amor no que faz.
 
JOGUE O LIXO FORA.
Que lixo?
AS EMOÇÕES.
 
quase toda a humanidade sofre por isso: se não consegue o que quer, sofre. e mesmo quando consegue exatamente o que quer, continua a sofrer.
 
(...)
 
PARADOXO
HUMOR
MISTÉRIO
 
PARADOXO: a vida é um mistério. não perca tempo tentando endendê-la.
HUMOR: tenha senso de humor, especialmente sobre si mesmo. é a força por trás de toda a atitude.
MUDANÇA: nada permanece o mesmo.


(...)
 
você sobe montanhas apenas pela expectativa de ter uma vista sensacional?
é a jornada que traz felicidade, não o destino.
 
e para terminar, o diálogo final:
 
- where are you, dan?
- HERE.
- what time is it?
- NOW.
- who are you?
- THIS MOMENT.

os aeroportos.

nunca vi lugar tão engraçado quanto aeroporto. muito romântico, para começar. chegando ou saindo, as pessoas estão mais apaixonadas, sensíveis. bater o carrinho no carinha do lado nem é mais motivo para a sua namorada te fuzilar com os olhos. tem a parte das crianças correm de um lado para o outro como intoxicadas por enfrentar as alturas, parece que potencializando a capacidade que elas têm de correr, correr. e correr. (e muitas vezes gritar, gritar e gritar) deve ter gente fugindo, com certeza tem gente morrendo de saudades. eu gosto quando tem alguém esperando por mim. admito, é triste essa dependência que eu tenho em alguém ir me buscar no aeroporto. mas às vezes triste mesmo é parecer que você está chegando e isso não faz diferença para ninguém. pronto, desabafei. bom, voltando ao aeroporto. tem lojas de muitas coisas que não servem para nada. tem muitos cafés e isso me fascina. tem cada um de cada canto do mundo... tem pessoas que precisam estar constantemente estressadas ao telefone, sempre indo para reuniões importantes. pessoas que acham que são importantes pelo fato de terem telefonemas estressantes. e reuniões. aliás, desista da ideia de ter algum status no mundo profissional se você não tiver reuniões e mais reuniões. preste atenção antes de retirar sua mala, pois ela pode se confundir com outras iguais. tenha menos pressa, aproveite para comprar um novo livro, que você nunca tenha visto na vida. aeroportos são engraçados, mas acima de  tudo são deliciosos. é um lugar de ir e vir. mas para mim, é um lugar de sentir.

autoconhecimento.

autoconhecimento é assim:
tô literalmente me achando.

ice age.

mas eu adoro castanhas.
todas as castanhas.
muitas castanhas.

festa à fantasia.

e se alguém fizer uma festa à fantasia, eu vou de chapeleiro maluco.

finalmente alice.



o universo todo conspirou a favor, choveu sábado, um dos meus melhores amigos é gerente de uma locadora, eu tinha tempo para ficar em casa e foi então que... FINALMENTE eu vi Alice. mas tudo bem, eu prefiro deixar para ver depois esses grandes lançamentos... assisto sozinha, sem opiniões e críticas. adorei o filme, vários desdobramentos das frases que guardei. só faltou entender por que a rainha branca tem as unhas pretas.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

cada vez mais carpinejante.

(se) ache.

parece que comprei super óculos de ver o mundo.

lembranças de família.


Lembro das balas em tiras enormes que a vó comprava para mim quando íamos ao teatro. Deve ter sido influência dela toda essa paixão por teatros, apresentações, música, espetáculos. Cada cesta dos vendedores de guloseimas na entrada do São Pedro me emociona como se fosse a primeira vez. O tempo que passou me envergonha de querer aquelas balas. Deixo-as na infância, naquele desejo de poder escolher quais eu queria. Lembro dos empurrões que meu pai me deu para viajar, descobrir o mundo para criar meu mundo. E de quantas vezes pude voltar para casa, independente de qual casa. E sentir meus pais separados, mas lado a lado dentro de mim. Lembro de quando ele foi embora, recordo como se fosse hoje meu rosto que virava para o encosto do sofá e minhas lágrimas que então já choravam sozinhas. Mas lembro das camisetas que ele mandou fazer para comemorar o Dia dos Pais, lembro de subir no balcão da casa de Garopaba, posando para a primeira foto na casa nova. E vão-se os anos. São muitos acontecimentos, mas às vezes fico pensando em quais deles eu lembro e questiono minhas lembranças. Por que me lembro de quando ele me deixava sozinha nas quintas à noite (choramingando ao som de Pink Floyd) e por que não lembro de todos os finais de semana que ele passava comigo? Por que esquecemos tantas coisas que devíamos lembrar para sempre? Entre família, relembrar sensações de infância e adolescência é relembrar o que deu origem a muito do que somos agora. E esquecer isso pode ser deixar de lado muito do que temos de maravilhoso por dentro. (Obs: e essa na foto sou eu!)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

acredite.

e quando alguém te disser que os sonhos se realizam, acredite.
(e nenhum deles é bobo, nem pouco...)